(Multimídia) FMI reduz para 5,9% previsão de crescimento da economia global em 2021, em meio ao surto da Delta

2021-10-13 12:57:21丨portuguese.xinhuanet.com

A economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, Gita Gopinath fala em uma coletiva de imprensa virtual durante as reuniões da Primavera do Banco Mundial/FMI em Washington D.C., nos EUA, em 6 de abril de 2021. (Xinhua/Liu Jie)

Washington, 12 out (Xinhua) -- O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou nesta terça-feira que a economia global crescerá 5,9% em 2021, uma queda de 0,1 ponto percentual em relação à previsão de julho, de acordo com a última Perspectiva Econômica Mundial.

"A recuperação global continua, mas o impulso enfraqueceu, atrapalhado pela pandemia", disse a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, em uma entrevista coletiva virtual durante as reuniões anuais do FMI e do Grupo do Banco Mundial.

Alimentado pela altamente transmissível variante Delta, o número de mortes global da COVID-19 aumentou para cerca de 5 milhões, e os riscos à saúde abundam, "retendo um retorno total à normalidade", observou Gopinath.

"Surtos pandêmicos em ligações críticas das cadeias globais de suprimentos resultaram em interrupções de fornecimento mais longas do que o esperado, alimentando a inflação em muitos países", continuou ela.

Observando que os riscos gerais para as perspectivas econômicas aumentaram e as negociações de políticas tornaram-se "mais complexas", a economista-chefe do FMI disse que a "modesta revisão da previsão de crescimento" para a economia global esconde grandes rebaixamentos para alguns países.

"As perspectivas para o grupo de países em desenvolvimento de baixa renda pioraram consideravelmente devido à piora da dinâmica pandêmica", disse ela.

Salientando que a "perigosa divergência" nas perspectivas econômicas entre os países continua sendo uma grande preocupação, Gopinath disse que essas divergências são uma consequência da "grande divisão vacinal" e enormes disparidades no apoio de políticas.

Enquanto quase 60% da população nas economias avançadas está totalmente vacinada e algumas pessoas agora estão recebendo vacinas de reforço, cerca de 96% da população nos países de baixa renda permanece não vacinada, de acordo com o FMI.

A economista-chefe do FMI instou a comunidade global a intensificar os esforços para garantir o acesso equitativo às vacinas para todos os países, superar a hesitação em vacinação onde há oferta suficiente e garantir melhores perspectivas econômicas para todos.

O último relatório do documento mostrou que as economias avançadas estão a caminho de crescer 5,2% este ano, uma redução de 0,4 ponto percentual em relação à previsão de julho, o que reflete perspectivas mais difíceis de curto prazo, em parte devido a interrupções no fornecimento.

Projeta-se que os Estados Unidos e a zona do euro terão um crescimento econômico de 6,0% e 5,0%, respectivamente.

Os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento, por sua vez, devem crescer 6,4% em 2021, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação à previsão de julho. Isso se deve, em parte, às projeções atualizadas para alguns exportadores de commodities por motivo do aumento dos preços das commodities, de acordo com o relatório.

Os países em desenvolvimento de baixa renda estão a caminho de crescer 3,0% este ano, uma queda de 0,9 ponto percentual em relação à previsão de julho.

Prevê-se que a economia chinesa crescerá 8,0% este ano, uma queda de 0,1 ponto percentual em relação à previsão de julho. A ligeira revisão para baixo reflete uma redução mais forte do que o esperado do investimento público, mostrou o relatório.

Em resposta a uma pergunta da Xinhua, Gopinath disse que o FMI está ciente de que a China solicitou formalmente a adesão ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP, na sigla em inglês)

Observando que o CPTPP é um acordo de comércio de alta qualidade, a economista-chefe do FMI disse acreditar que "seria bom para o mundo" ter mais países aderindo a esse acordo.

O último relatório do documento também destacou os riscos de inflação em certos países. O FMI prevê que a inflação principal provavelmente voltará aos níveis pré-pandemia até meados de 2022 para o grupo de economias avançadas e economias emergentes e em desenvolvimento. Há, no entanto, uma heterogeneidade considerável entre países, com riscos para cima para alguns, como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e alguns mercados emergentes e economias em desenvolvimento.

Há "uma tremenda incerteza", observou Gopinath. "Temos que ser particularmente vigilantes e garantir que esses choques particulares do lado da oferta não acabem em desencadear as expectativas de inflação, ou criar espirais de preços salariais."

"A política monetária precisará caminhar uma linha tênue entre combater a inflação e os riscos financeiros e apoiar a recuperação econômica", observou.

Uma trabalhadora médica aplica vacina a uma mulher no Centro de Juventude Rod El Farag no Cairo, Egito, em 26 de setembro de 2021.(Xinhua/Ahmed Gomaa)

Pessoas sentam e conversam fora de um café em Londres, Grã-Bretanha, em 7 de setembro de 2021. (Xinhua/Ray Tang)

Foto tirada em 29 de setembro de 2021 mostra um carro de conceito da IM Motors exibido na China (Tianjin) Auto Show 2021 em Tianjin, norte da China. (Xinhua/Li Ran)

Fale conosco. Envie dúvidas, críticas ou sugestões para a nossa equipe através dos contatos abaixo:

Telefone: 0086-10-8805-0795

Email: portuguese@xinhuanet.com

010020071380000000000000011100001310241782