Rio de Janeiro, 19 ago (Xinhua) -- A Polícia Federal brasileira cumpriu nesta sexta-feira várias ordens de prisão preventiva ordenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra membros e ex-membros da Polícia Militar do Distrito Federal por não terem impedido os atos extremistas de 8 de janeiro em Brasília.
Segundo denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), o alto comando da PM não atuou para evitar os atos de vandalismo contra as sedes dos Três Poderes na capital federal.
Entre os detidos nesta sexta-feira está o coronel Klepter Rosa Gonçalves, atual comandante geral da PM do Distrito Federal.
Na decisão que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que as mensagens obtidas nas redes sociais indicam uma "contaminação ideológica" entre os investigados e os manifestantes.
"Embora algumas das comunicações entre os acusados foram apagadas nos dias anteriores e imediatamente posteriores a 8 de janeiro de 2023, o contexto mostra que todos os acusados se omitiram maliciosamente, aderindo aos propósitos golpistas da horda antidemocrática que atacou os três Poderes da República e o Regime Democrático", ressaltou.
Os detidos enfrentam acusações de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, danos graves, danos ao patrimônio protegido e violação da Lei Orgânica e do Regulamento Interno da Polícia Militar.
No domingo 8 de janeiro, centenas de partidários do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) invadiram o Palácio do Planalto, sede da presidência, e os prédios do Congresso e da Corte Suprema em Brasília, provocando sérias perdas materiais.
Desde então, centenas de pessoas foram presas e denunciadas pela Procuradoria Geral da República.

