Rio de Janeiro, 5 mar (Xinhua) -- A balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 4,208 bilhões em fevereiro, o quarto melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, impulsionado pelo aumento das exportações, principalmente de petróleo, e pela redução das importações, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira.
O saldo positivo contrasta com o déficit de US$ 467 milhões registrado em fevereiro de 2015, causado principalmente pela importação extraordinária de uma plataforma de petróleo, operação que não se repetiu neste ano.
Segundo dados oficiais, as exportações brasileiras atingiram um total de US$ 26,306 bilhões em fevereiro, representando um aumento de 15,6% em comparação ao mesmo mês do ano passado e o maior valor para o mês de fevereiro desde o início da série histórica em 1989.
As importações, por sua vez, totalizaram US$ 22,098 bilhões, uma queda de 4,8% em comparação a fevereiro do ano passado.
Nos dois primeiros meses de 2026, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 8,023 bilhões, valor 329% superior ao do mesmo período de 2025.
Entre janeiro e fevereiro, as exportações totalizaram US$ 50,922 bilhões, um aumento de 5,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto as importações atingiram US$ 42,898 bilhões, uma queda de 7,3%.
Por setor, as exportações agrícolas cresceram 6,1%, enquanto a indústria extrativa registrou um aumento de 55,5%, impulsionado principalmente pelo petróleo. As exportações da indústria de transformação aumentaram 6,3%.
Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações, destacam-se a soja, o milho, o petróleo bruto, o minério de ferro e a carne bovina.
Em especial, as exportações de petróleo bruto aumentaram US$ 1,622 bilhão em comparação com fevereiro do ano passado.
Para 2026, o Ministério do Desenvolvimento projeta que o Brasil registrará um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.
O total das exportações do país poderá atingir entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto as importações devem ficar entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.
Em 2025, o Brasil registrou um superávit comercial de US$ 68,3 bilhões, enquanto o recorde histórico foi alcançado em 2023, quando o saldo positivo chegou a US$ 98,9 bilhões.

