Hohhot, 16 ago (Xinhua) -- Autoridades chinesas revelaram no sábado uma série de grandes conquistas ecológicas no evento principal que marca o quarto Dia Nacional da Ecologia em Hulunbuir, na Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte da China.
O evento, sob o tema "Construindo uma base verde para a modernização chinesa", foi organizado conjuntamente pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, departamentos governamentais relevantes e o governo regional.
No evento, Zhang Liming, vice-diretor da Administração Nacional de Florestas e Pastagens, detalhou o progresso no Programa Florestal do Cinturão de Proteção Três-Norte, iniciado em 1978 a fim de combater a desertificação no noroeste, norte e nordeste do país.
Desde o lançamento de uma batalha em fase crítica para avançar com o programa em 2023, o governo central investiu 88,9 bilhões de yuans (US$ 13,1 bilhões) e lançou 544 projetos-chave, concluindo anualmente mais de 80 milhões de mu (5,33 milhões de hectares) de obras de restauração ecológica.
Como resultado, o escudo ecológico no norte da China tornou-se mais robusto. A cobertura de florestas e pastagens na área do programa atingiu 40,76%, enquanto 67,82% da terra desertificada tratável foi controlada, segundo Zhang.
A China também alcançou novos progressos na construção de seu sistema de parques nacionais. Os cinco primeiros parques nacionais do país integram mais de 120 reservas naturais e outras áreas protegidas, fortalecendo a proteção dos principais ecossistemas e habitats da vida selvagem.
As espécies emblemáticas nos parques nacionais mostraram sinais de recuperação. A população de antílopes tibetanos ultrapassou 70 mil, enquanto a de tigres siberianos selvagens aumentou de 27 para 72 e a de leopardos selvagens, de 42 para 115. A população de gibão-de-hainan, criticamente ameaçado de extinção, aumentou para 44 indivíduos em sete grupos. Várias novas espécies também foram descobertas na Província de Fujian, no leste da China.
O evento também mostrou o progresso da Mongólia Interior no desenvolvimento verde e de baixo carbono. A capacidade instalada de novas energias na região atingiu 180 milhões de quilowatts, representando 56% da sua capacidade total de energia, disseram autoridades locais.
"Por meio da inovação, manufatura e investimento, a China ajudou a transformar o cenário global de energia limpa para tornar as tecnologias de energia limpa mais acessíveis em todo o mundo", disse Selwin Hart, conselheiro especial do secretário-geral da ONU para Ação Climática e Transição Justa, durante um discurso por vídeo.
"O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) da China, juntamente com seus novos planos de pico de carbono e energia renovável, oferece uma oportunidade para acelerar a implantação e reforçar a confiança na transição global", acrescentou Hart.
O Código Ecológico e Ambiental da China entrou oficialmente em vigor no sábado, um marco nos esforços para fortalecer a base legal para a harmonia entre a humanidade e a natureza. O código compreende 1.242 artigos em cinco capítulos, abrangendo controle da poluição, proteção ecológica e desenvolvimento verde e de baixo carbono, entre outras áreas.

