
A antiga mesquita al-Nouri em Mosul é apoiada por vigas de madeira no quinto aniversário de seu bombardeio pelos militantes extremistas do Estado Islâmico (EI) em Mossul, Iraque, no dia 3 de julho de 2022. (Xinhua/Khalil Dawood)
Bagdá, 9 jul (Xinhua) -- Cinco anos após a libertação dos militantes extremistas do Estado Islâmico (EI), a vida voltou ao normal na segunda maior cidade do Iraque, Mossul.
O velho cenário doloroso de Mossul mudou: os escombros e ruínas deixados pelas ferozes batalhas com os militantes do EI são gradualmente substituídos pela atividade comercial em expansão em muitas áreas da cidade, onde muitos de seus famosos mercados tradicionais estão agora cheios muitos produtos variados e os compradores podem circular livremente sem medo.

Foto mostra uma estátua refletindo a reconstrução da cidade velha de Mossul, Iraque, no dia 3 de dezembro de 2020. (Xinhua)
Mossul, cerca de 400 km ao norte da capital Bagdá, foi tomada pelo grupo militante EI em junho de 2014 e foi libertada em 10 de julho de 2017 após nove meses de combates ferozes. As batalhas deixaram uma destruição maciça na cidade, especialmente no centro antigo da cidade.
Sentado em seu açougue no antigo mercado al-Attareen, no centro antigo da cidade de Mossul, Ali Saadi Alwan disse à Xinhua que "nossos negócios agora dobraram em relação ao ano anterior, e muitos clientes estão vindo até nós. Em geral, o mercado é muito bom graças à segurança e reforma".
Alwan disse que a paz restaurada permitiu que ele reconstruísse sua casa destruída no bairro de al-Shahwan, no centro antigo da cidade.

O antigo mercado de Attareen na cidade velha de Mossul cheio de compradores em Mossul, Iraque, no dia 2 de julho de 2022. (Xinhua/Khalil Dawood)
Também compartilhando seu otimismo está Dalshad Ismail, um homem de 32 anos que vem do leste de Mossul para fazer compras no mercado al-Saray, no centro antigo da cidade. Ele disse à Xinhua que a melhor situação em Mossul "é o resultado da melhor segurança e estabilidade na cidade pelos esforços das forças de segurança".
Enquanto isso, o trabalho de reconstrução está em andamento na Grande Mesquita al-Nuri, que foi explodida pelos militantes do EI em 21 de junho de 2017.

Portão principal da Grande Mesquita al-Nuri na cidade velha de Mossul, em Mossul, Iraque, no dia 3 de julho de 2022. (Xinhua/Khalil Dawood)
A mesquita tem um valor simbólico para o povo de Mossul, pois deu à cidade o apelido de "al-Hadbaa" ou "o corcunda" com seu famoso minarete inclinado.
Omer Taqa, engenheiro iraquiano do local de reconstrução, disse à Xinhua que "iniciamos o trabalho de reconstrução da mesquita al-Nuri e seu minarete al-Hadbaa em 2019 e removemos aproximadamente 5.600 toneladas de escombros, além de 11 artefatos explosivos plantados dentro das paredes da mesquita".
A reconstrução de Mossul precisa de 12 a 15 bilhões de dólares americanos, disse o prefeito de Mosul, Amin al-Fanash, citando relatórios de organizações internacionais.

Foto mostra um rolo compressor pavimentando as ruas da cidade velha de Mosul, Iraque, no dia 4 de julho de 2022. (Xinhua/Khalil Dawood)
"Mossul, especialmente o centro antigo da cidade, foi severamente devastado pelas operações militares e terroristas, pois mais de 12.000 unidades habitacionais foram destruídas na cidade velha, e a devastação variou de 80 a 100 por cento".
Ele disse que durante os últimos três anos, 1.200 dos 1.700 projetos de reconstrução planejados foram totalmente concluídos, e o restante será concluído antes do final deste ano.
O plano de reconstrução abrange projetos no sector da saúde, construção municipal e edifícios governamentais, entre outros, disse o prefeito.

