
Foto tirada em 28 de outubro de 2022 mostra um local vazio no centro de Estocolmo, na Suécia. Entre julho e dezembro de 2022, foram registradas 22% a mais de falências do que no mesmo período de 2021, disse a agência de referência de negócios e crédito UC em um comunicado à imprensa. (Xinhua/He Miao)
Estocolmo, 2 jan (Xinhua) -- Devido principalmente à atual crise na Ucrânia, à aceleração da taxa de inflação e aos altos preços da eletricidade, o número de falências na Suécia subiu para o nível mais alto em uma década durante o segundo semestre de 2022, de acordo com às estatísticas divulgadas na segunda-feira.
Entre julho e dezembro de 2022, foram registradas 22% a mais de falências do que no mesmo período de 2021, disse a agência de referência de negócios e crédito UC em um comunicado à imprensa.
Segundo a UC, cerca de 3.500 empresas pediram falência no referido período, cerca de 300 a mais do que no mesmo período de 2013, ano em que se registrou o recorde anterior.
Somente em dezembro, a UC disse que o número de falências aumentou 17% em relação ao ano anterior.
Entre os hotéis e restaurantes, o número de falências em dezembro foi 29% superior ao do mesmo mês de 2021. O respetivo aumento entre os retalhistas foi de 28%, adiantou a UC.
Enquanto isso, o número total de startups em todos os setores diminuiu 13% em dezembro em comparação com o mesmo mês de 2021, informou a UC.
À medida que a Suécia diminuiu as restrições relacionadas à pandemia de COVID-19, o ano de 2021 viu o menor número de falências já registrado. O ano de 2022 também começou em alta, mas terminou com surpresas desagradáveis, disse a economista da UC Johanna Blome no comunicado à imprensa.
"Antes de 2022, o otimismo era alto, principalmente como resultado do número recorde de falências no ano passado e da remoção das restrições pandêmicas. Um futuro brilhante foi previsto para os empresários e proprietários de pequenas empresas da Suécia, mas, infelizmente, o ano (2022) ofereceu uma série de surpresas desagradáveis que afetaram tanto a economia sueca quanto a global", disse Blome.
"Muitas empresas enfrentam um 2023 difícil. As empresas menores podem sofrer com reveses na liquidez como resultado do aumento dos custos de compra e eletricidade, bem como dos juros", disse Blome, acrescentando: "O risco é grande de que as falências continuem a aumentar e o número de start-ups diminuirá - pelo menos durante a primeira parte de 2023."
Na semana que antecedeu os feriados de fim de ano de 2022, o governo sueco disse que o país estava entrando em uma recessão que deveria durar até 2025. O produto interno bruto (PIB) do país deve encolher 0,7% este ano. Espera-se que o desemprego cresça para 7,8% em 2023 e para 8,2% em 2024.

Foto tirada em 28 de outubro de 2022 mostra um local vazio no centro de Estocolmo, na Suécia. Entre julho e dezembro de 2022, foram registradas 22% a mais de falências do que no mesmo período de 2021, disse a agência de referência de negócios e crédito UC em um comunicado à imprensa. (Xinhua/He Miao)




