Comentário: Paranoia com relação a produtos chineses não beneficia Reino Unido-Xinhua

Comentário: Paranoia com relação a produtos chineses não beneficia Reino Unido

2023-12-22 10:20:01丨portuguese.xinhuanet.com

Foto tirada no dia 7 de outubro de 2022 mostra dinheiro e conta de luz doméstica em Londres, Reino Unido. (Xinhua/Li Ying)

Em jogo está a reputação internacional do governo e, ironicamente, o bem dos seus eleitores.

Londres, 20 dez (Xinhua) -- A National Grid do Reino Unido teria cortado relações com um fornecedor chinês devido às tais preocupações de segurança. E uma outra alegação sem sentido, o lado britânico criou um inimigo que não existe.

As tais preocupações de segurança foram novamente mencionadas, sem que apresentassem provas sólidas. Em vez disso, de acordo com o Financial Times, um funcionário da NR Electric UK, uma subsidiária da empresa chinesa Nari Technology, disse que os engenheiros fizeram testes e não identificaram riscos potenciais.

O que não faz sentido é que até a NR Electric UK foi mantida no escuro. O funcionário disse: “A National Grid não revelou o motivo da rescisão dos contratos”, informou o Financial Times. As empresas prosperam com base na honestidade e confiança, ou, pelo menos, na comunicação. Esta medida unilateral é confusa, além de uma decepção e, sem dúvida, um golpe para a reputação do Reino Unido.

Essa ação é lamentável em muitos aspectos. De acordo com o Financial Times, os componentes fornecidos pela NR Electric UK, que desempenham um papel vital no controle e equilíbrio da rede elétrica britânica para reduzir o risco de apagões, agora estão sob suspeita da National Grid. O que poderia ter sido uma solução viável e uma cooperação mutuamente benéfica é agora criticada e facilmente abandonada, custando para a segurança energética do Reino Unido e para as necessidades da população.

Foto tirada no dia 7 de outubro de 2022 mostra medidor de eletricidade em Londres, Reino Unido. (Xinhua/Li Ying)

É aceitável pensar que a National Grid fez todas as pesquisas e testes necessários antes de integrar os componentes da NR Electric UK na rede elétrica britânica, já que destacou repetidamente a importância da segurança. O que mudou a opinião da empresa de uma hora para outra? Saiba que a decisão da National Grid veio depois de buscar aconselhamento de algum órgão governamental, informou o Financial Times. Decisivo ou não, o papel do governo foi destacado na cobertura mediática.

Esta não é a primeira, a segunda nem a terceira vez que o governo britânico fica paranoico em relação aos produtos relacionados com a China, interferindo nos assuntos comerciais do país. Um exemplo óbvio é a proibição, em 2020, de equipamentos da Huawei na rede 5G britânica, uma medida influenciada pela pressão dos Estados Unidos.

“Não é só sobre uma empresa e um setor industrial. Trata-se de o Reino Unido politizar questões comerciais e tecnológicas a qualquer custo. É sobre o investimento chinês no Reino Unido enfrentar ameaças maiores. Trata-se de saber se ainda podemos confiar na abertura, na justiça e em não discriminação do mercado britânico”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, palavras que ainda são válidas atualmente.

A narrativa política ocidental em torno de questões relacionadas com a China tem sido infundada e enganosa há muito tempo. Impõe decisões inacreditáveis aos mercados e ignora o sentimento público. Em jogo está a reputação internacional do governo e, ironicamente, o bem dos seus eleitores.

Foto tirada no dia 28 de janeiro de 2020 mostra equipamentos 5G da Huawei no Centro de Inovação e Experiência 5G da Huawei em Londres, Reino Unido. (Xinhua/Han Yan)

Não é preciso pensar muito para encontrar exemplos disso. Já há consequências na proibição da Huawei. Em setembro deste ano, o Financial Times informou que a iniciativa do governo para retirar os kits da Huawei da rede de telecomunicações britânica levou a interrupções de telefonia móvel para os clientes da Sky, chamando isso de “o primeiro sinal de interrupção que vem sendo alertado há muito tempo pelos executivos da indústria”. Tornou-se uma luta fracassada contra um suposto perigo nunca provado.

Este ano, as atividades comerciais entre a China e o Reino Unido estão se recuperando rapidamente dos obstáculos causados pela pandemia. Delegações chinesas visitaram Londres e muitos líderes empresariais britânicos agora estão baseados em Beijing. Uma parceria mais estreita beneficia a todos, disseram à Xinhua.

O comércio bilateral de bens entre a China e o Reino passou dos 100 bilhões de dólares americanos durante dois anos consecutivos. As estatísticas mostram que a cooperação mútua é a tendência dos tempos, independentemente do ruído atual.

Tanto para as empresas como para os governos, a reputação e a confiança são conquistadas com dificuldade, mas são fáceis de serem perdidas. São construídas com base na confiabilidade e na certeza, e não em preferências individuais e decisões instáveis.

A economia britânica sofre há muito tempo um duplo golpe de inflação elevada e crescimento estagnado. Fechar as portas da oportunidade e ter medo de fazer amizade não vai melhorar a situação.

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