
Foto tirada no dia 20 de janeiro de 2023 mostra Casa Branca em Washington, D.C., Estados Unidos. (Xinhua/Liu Jie)
As acusações especulativas de Washington contra a China expõem ansiedades hegemônicas. Estas observações irresponsáveis mostram como a única superpotência do mundo ataca arbitrariamente outros países conforme quer, enquanto luta para manter sua supremacia global.
Beijing, 30 dez (Xinhua) -- Quando se trata de difamar os outros com base em invenções, os Estados Unidos são especialistas.
O Jornal Wall Street informou que o FBI e outras agências acreditam que a China “poderia usar” a IA para recolher dados sobre os americanos em uma escala nunca vista.
É uma ocorrência repetida que autoridades dos EUA, especialmente oficiais de inteligência com senso de mistério, fizeram acusações com palavras especulativas semelhantes “provavelmente” e “parece ser”.
Alguém em Washington mostrou alguma prova? Ainda não. E não espere que haja alguma.
Estas observações irresponsáveis mostram como a única superpotência do mundo ataca arbitrariamente outros países conforme quer, enquanto luta para manter sua supremacia global. E essas agências dos EUA enfrentam há muito tempo um notório problema de credibilidade.
Apenas em novembro, um grupo bipartidário de 11 legisladores da Câmara dos EUA pediu ao governo Biden que investigasse e potencialmente sancionasse a fabricante chinesa de drones Autel Robotics, com base em suas preocupações infundadas e especulativas de segurança nacional e na alegação de que a empresa parece estar “potencialmente apoiando a invasão da Rússia na Ucrânia”.
É claro que a China não é a única vítima das acusações especulativas dos EUA. Foi lançada uma guerra contra o Iraque em 2003, alegando que o país do Oriente Médio tinha armas de destruição em massa; nunca encontraram nenhuma dessas armas.
Por trás das recorrentes especulações maliciosas dos EUA está sua tendência para julgar os outros através de uma visão própria e seu sentimento de insegurança relativamente à sua hegemonia.

Casa Branca envolta em névoa em Washington, D.C., Estados Unidos, no dia 29 de junho de 2023. (Foto por Aaron Schwartz/Xinhua)
No domínio do roubo de dados, os Estados Unidos reina de forma suprema. Washington tem trabalhado com seus aliados dos “Cinco Olhos” e outros para conduzir operações secretas de roubo de dados em todo o mundo. Vários meios de comunicação revelaram que a Agência de Segurança Nacional dos EUA aproveitou diretamente os servidores de empresas de Internet em um programa de vigilância conhecido como Prisma, envolvendo gigantes da Internet como Microsoft, Google e Apple. Os documentos do Pentágono vazados em abril também revelaram como Washington espiona outros países, sejam aliados ou inimigos.
Os Estados Unidos estão simplesmente pregando a peça de um ladrão que grita “pare, ladrão”.
Além disso, os Estados Unidos consideram sua vantagem tecnológica como o pilar para manter seu estatuto hegemônico. A China afirmou repetidamente que nunca busca a hegemonia. No entanto, a superpotência continua apreensiva com o rápido progresso tecnológico da China, se preocupando em ser superada.
No entanto, em vez de se concentrarem no avanço da sua própria tecnologia, os Estados Unidos optam por sabotar o progresso da China, mesmo através do uso de tácticas dissimuladas. Foi o que aconteceu com a indústria de semicondutores do Japão; agora, quer travar os avanços tecnológicos da China.
Inventou diversas desculpas para reprimir as empresas de alta tecnologia da China, colocando mais de 1.000 empresas chinesas em listas de sanções ou controles de exportação. Desde a Huawei assumindo o peso até às 36 empresas chinesas recentemente adicionadas à lista negra comercial em dezembro, acusações infundadas, riscos repetidamente citados para a segurança nacional, histórias inventadas e sanções injustas dominaram a intimidação de Washington à China. A superpotência paranoica não está disposta a ficar quieta e deixar o desenvolvimento de alta tecnologia da China crescer.
Uma mão limpa não requer lavagem. Os Estados Unidos são convidados a mostrar provas das suas acusações. Caso contrário, deveria aprender a ser uma potência global mais responsável e parar de espalhar mentiras.




