Por que o Alasca foi escolhido como sede da cúpula Trump-Putin?-Xinhua

Por que o Alasca foi escolhido como sede da cúpula Trump-Putin?

2025-08-13 11:14:04丨portuguese.xinhuanet.com

Foto tirada em 24 de abril de 2025 mostra o Kremlin em Moscou, Rússia. (Foto por Alexander Zemlianichenko Jr/Xinhua)

A reunião entre Trump e Putin, agendada para 15 de agosto no estado americano do Alasca, deve focar em uma solução para a crise na Ucrânia, enquanto Zelensky rejeitou a ideia de fechar qualquer acordo de paz sem a participação da Ucrânia ou com concessões territoriais.

Moscou, 11 ago (Xinhua) -- O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, se encontrarão na sexta-feira no estado americano do Alasca, marcando a primeira visita de um presidente russo aos Estados Unidos desde 2015.

POR QUE O ALASCA?

A escolha do local "faz sentido", disse o assessor presidencial russo, Yury Ushakov, observando que os dois países são vizinhos próximos que compartilham fronteiras.

"Portanto, faz sentido que nossa delegação simplesmente cruze o Estreito de Bering e que um encontro tão importante e esperado entre os dois líderes ocorra especificamente no Alasca", disse Ushakov.

O Alasca fica na ponta noroeste do continente americano e é o maior estado dos EUA em área. Anteriormente parte do Império Russo, foi descoberto por uma expedição russa em 1732. Em 1867, a Rússia o vendeu aos Estados Unidos por 7,2 milhões de dólares devido a dificuldades financeiras.

O Estreito de Bering separa o Alasca da Rússia, com as ilhas mais próximas a apenas 4 km de distância.

Em uma publicação na plataforma de mídia social X, o governador do Alasca, Mike Dunleavy, também destacou a localização estratégica do Alasca na intersecção entre a América do Norte e a Ásia, com o Ártico ao norte e o Pacífico ao sul.

Ele afirmou que o estado desempenha um "papel essencial" na defesa nacional dos EUA, na segurança energética e na estratégia para o Ártico, acrescentando: "É apropriado que discussões de importância global ocorram aqui".

O presidente russo, Vladimir Putin (esquerda), conversa com o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, no Kremlin em Moscou, Rússia, em 6 de agosto de 2025. (Assessoria de Imprensa do Kremlin/Divulgação via Xinhua)

Putin será o primeiro presidente russo a visitar o Alasca, informou a agência de notícias russa TASS.

O QUE A REUNIÃO ABORDARÁ?

Ushakov disse que as discussões na reunião do Alasca se concentrarão em discutir maneiras de chegar a uma solução sustentável para a crise na Ucrânia.

Mais cedo na sexta-feira, Trump disse a repórteres na Casa Branca que um acordo de segurança poderia envolver "alguma troca de territórios". Na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse à imprensa americana que o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia exige um cessar-fogo e a resolução de questões territoriais, com concessões necessárias de ambos os lados.

O presidente dos EUA, Donald Trump (direita), aguarda para receber o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, na Casa Branca, em Washington, D.C., Estados Unidos, em 8 de agosto de 2025. Trump anunciou nas redes sociais, no mesmo dia, que seu encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, ocorrerá em 15 de agosto, no estado americano do Alasca. (Xinhua/Hu Yousong)

Analistas observaram que, além de uma solução para a crise na Ucrânia, aliviar a pressão econômica causada pelas sanções ocidentais é uma preocupação urgente para a Rússia, e Moscou espera alavancar uma cooperação mais estreita entre Rússia e EUA para encontrar novos motores para sua economia.

Ushakov afirmou que os interesses econômicos da Rússia e dos Estados Unidos convergem no Alasca e no Ártico, e "surgem perspectivas para a implementação de projetos de grande escala e mutuamente benéficos".

O Alasca e o Ártico adjacente são ricos em petróleo, gás natural, ouro e outros recursos, e abrigam rotas marítimas estratégicas, como as rotas de navegação do Ártico.

O chefe de investimentos de Putin, Kirill Dmitriev, defendeu a cooperação entre Rússia e EUA em meio ambiente, infraestrutura e energia no Ártico e além.

ZELENSKY PARTICIPARÁ?

O canal de notícias americano NBC News citou um alto funcionário americano no domingo, afirmando que a participação do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky é "absolutamente" possível, mas nada foi definido.

Na quinta-feira, Trump disse a repórteres no Salão Oval que um encontro entre os líderes russo e ucraniano não é condição para que ele se encontre com Putin. No mesmo dia, Putin disse que não tem nada contra um encontro com o presidente ucraniano em geral, mas observou a falta de condições para essas conversas.

Ucranianos com fotos de soldados desaparecidos buscam ajuda de prisioneiros de guerra ucranianos libertados, 12 de junho de 2025. Ucrânia e Rússia realizaram, naquele dia, a segunda fase de uma troca de prisioneiros envolvendo prisioneiros gravemente doentes e severamente feridos, de acordo com autoridades ucranianas. (Foto por Peter Druk/Xinhua)

Zelensky rejeitou a ideia de qualquer acordo de paz firmado sem a participação da Ucrânia. No sábado, ele enfatizou em um discurso em vídeo na plataforma de mídia social Telegram que a Ucrânia não cederá território à Rússia.

"Qualquer decisão tomada contra nós, qualquer decisão tomada sem a Ucrânia, será uma decisão contra a paz", observou Zelensky. "Elas não trarão nada. São decisões mortas que nunca vão funcionar".

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