Entrevista: Alinhamento do Cinturão e Rota e UEE proporciona crescimento regional, diz economista quirguiz-Xinhua

Entrevista: Alinhamento do Cinturão e Rota e UEE proporciona crescimento regional, diz economista quirguiz

2025-08-18 10:31:04丨portuguese.xinhuanet.com

Carvão importado do Quirguistão é descarregado no porto de Irkeshtam, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, noroeste da China, em 7 de novembro de 2023. (Xinhua/Ding Lei)

O desenvolvimento da cooperação entre a ICR e a UEE exige um trabalho mais intenso em infraestrutura, regulamentação e finanças, disse o economista quirguiz, Iskender Sharsheev.

Bishkek, 16 ago (Xinhua) -- O alinhamento da Iniciativa Cinturão e Rota (ICR) da China e da União Econômica Eurasiática (UEE) está impulsionando a conectividade em toda a Eurásia e criando novas oportunidades para o desenvolvimento regional, disse à Xinhua o economista quirguiz, Iskender Sharsheev.

O alinhamento vai além do "comércio preferencial", concentrando-se principalmente na sincronização de processos em áreas como alfândega, normas, logística e comércio eletrônico, disse Sharsheev.

Na realidade, acrescentou ele, acelerou os corredores terrestres da China para a Europa através da Eurásia, aprimorou a logística de contêineres e refrigerados e tornou as travessias de fronteira mais previsíveis, proporcionando benefícios claros para os países da UEE.

"O Cazaquistão está fortalecendo seu papel como centro de trânsito; o Quirguistão agora tem oportunidade de lucrar com terminais, Zonas Econômicas Francas e serviços de entrega final; a Rússia e a Bielorrússia estão aumentando a diversificação dos mercados de vendas no Leste e Sudeste Asiático, e a Armênia está aumentando o fornecimento de nichos e a cooperação tecnológica", disse ele.

Foto de drone tirada em 6 de agosto de 2025 mostra navio cargueiro atracado no porto de Aktau, no Cazaquistão. Aktau é o principal porto do Cazaquistão no Mar Cáspio. (Xinhua/Li Renzi)

Sharsheev enfatizou que o desenvolvimento da cooperação ICR-UEE exige um trabalho intensificado em infraestrutura, regulamentação e finanças. "Se esses três pilares avançarem juntos, os corredores de transporte não só se tornarão mais curtos, como também mais baratos e seguros para as empresas’", disse ele.

Seus comentários foram feitos na reunião do Conselho Intergovernamental Eurasiático, um órgão da UEE, na região de Issyk-Kul, no Quirguistão, de quinta a sexta-feira. O economista observou que, ao longo da década desde sua criação, a UEE se tornou uma instituição funcional com um regulador supranacional, regras aduaneiras unificadas e acesso praticamente livre dos cidadãos aos mercados de trabalho dos Estados-membros.

"No nível micro, isso reduziu os custos de transação para empresas e famílias; no nível macro, impulsionou o comércio mútuo e criou um campo de estabilidade que protege as empresas de choques externos", disse Sharsheev.

O especialista também observou que o engajamento externo ativo da UEE é particularmente importante, incluindo a celebração de acordos de livre comércio com vários países, a cooperação com diversas associações, a promoção da digitalização por meio de medidas como sistemas de janela única e faturas eletrônicas, e o desenvolvimento de regras comuns para os futuros mercados de energia.

Essas iniciativas poderiam "proporcionar um efeito econômico em logística, certificação e concorrência", disse ele.

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