Beijing, 29 ago (Xinhua) -- O vice-ministro das Relações Exteriores da China, Ma Zhaoxu, pediu na sexta-feira o fortalecimento, e não o enfraquecimento, do papel da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmando que são necessárias reformas para ajudar o organismo mundial a enfrentar os desafios globais.
"Os últimos anos nos lembraram repetidamente por grandes crises que o papel da ONU deve ser fortalecido, não diminuído. Seu status deve ser mantido, não substituído", disse Ma em uma coletiva de imprensa sobre as atividades que marcam o 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial.
Ele afirmou que a eficácia da ONU depende de os Estados-membros defenderem a Carta da ONU e observarem o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais.
Ma acrescentou que são necessárias reformas para ajudar a organização a responder melhor aos desafios globais, especialmente por meio de uma maior representação e voz dos países em desenvolvimento nos assuntos internacionais.
Este ano marca o 80º aniversário da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial e também a fundação da ONU, resultado direto da guerra.
"Por oito décadas, a ONU carregou as aspirações das pessoas em todo o mundo por paz e desenvolvimento, e continua sendo a organização intergovernamental mais universal, autoritária e representativa", disse Ma.
Ele observou que, apesar dos avanços na civilização humana, a visão da Carta das Nações Unidas ainda está longe de ser concretizada, particularmente prejudicada pelo unilateralismo de países individuais, retiradas arbitrárias de tratados e organizações e o uso seletivo da ONU.
Tais práticas, disse ele, prejudicaram seriamente a ordem internacional.
Ma disse que a China assumiu a liderança na prática do verdadeiro multilateralismo e apoia firmemente a ONU no desempenho de um papel central nas relações internacionais.
"À medida que a ONU entra em seus próximos 80 anos, a China está pronta para trabalhar com todas as partes para fortalecer o papel da ONU e construir um sistema de governança global mais justo e equitativo", acrescentou.

