
Crianças quenianas pintam mural em Nairóbi, Quênia, em 27 de agosto de 2025. (Xinhua/Li Yahui)
Nairóbi, 29 ago (Xinhua) -- Com o rosto radiante de orgulho, Miriabel Aparat, 16 anos, cuidadosamente pintou com tinta fresca um mural gigante de um elegante trem de passageiros deslizando pela Ferrovia de Bitola Padrão Mombasa-Nairóbi (SGR, na sigla em inglês), construída pela China, no Quênia.
Estudante do nono ano de uma escola particular em Mathare, um dos maiores assentamentos informais de Nairóbi, capital do Quênia, Aparat cultiva sua paixão pela arte desde criança.
"Gosto de pintar e desenhar. É meu hobby desde que tenho seis anos de idade", disse ela na quarta-feira, na cerimônia de conclusão do mural realizada na sede da Africa Star Railway Operation Company, operadora da SGR.
Inaugurada em 31 de maio de 2017, a SGR Mombasa-Nairóbi, com 472 km, é a primeira nova ferrovia construída no Quênia desde a independência, emergindo como um projeto emblemático da cooperação China-Quênia no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota (ICR).
Sob a orientação de artistas visuais profissionais, Aparat e seus jovens colegas de Mathare deram os retoques finais em murais enormes e brilhantes que celebram o papel da SGR na conexão entre pessoas e culturas.
Pintadas sob o tema "Ferrovia conecta a Rota da Seda, Corações conectam China e Quênia", as obras capturam paisagens deslumbrantes ao longo da rota e terminais da SGR, marcados pela arquitetura moderna.
Estendendo-se por 300 metros quadrados do muro perimetral da empresa, os murais retratam não apenas trens e estações, mas também intercâmbios interpessoais, transferência de tecnologia e transformações nos meios de subsistência vinculados à SGR, demonstrando como o projeto emblemático incorporou a economia, o turismo e os laços culturais do Quênia com a China.
"A SGR é um projeto icônico para o Quênia", disse Aparat, acrescentando que facilitou a mobilidade de pessoas e mercadorias, além de permitir que turistas estrangeiros conhecessem a magia do campo.
A iniciativa dos murais faz parte de um programa mais amplo de responsabilidade social corporativa lançado em janeiro pela China Road and Bridge Corporation (CRBC) e pela Africa Star em parceria com a Associação de Serviços de Construção de Sonhos (DBSA, na sigla em inglês), uma instituição de caridade local.
A colaboração apoia a comunidade de Mathare com refeições escolares gratuitas para mais de 200 estudantes, além de atividades criativas como pintura, dança e design de moda para crianças.
Du Shan, vice-presidente-executivo do escritório da CRBC no Quênia, afirmou que a empresa apoiou vários projetos de melhoria da qualidade de vida no país, incluindo educação e assistência em desastres. Apoiar o desenvolvimento comunitário faz parte do compromisso de longo prazo da empresa, observou ele.
O cofundador da DBSA, Liu Yimenghan, disse que a ideia de criar murais nas instalações da operadora da SGR foi concebida há apenas algumas semanas e se concretizou graças à boa vontade de todos os parceiros.
"Desenvolvemos um programa para criar grafites no complexo da Africa Star com temas relacionados não apenas à ferrovia, mas também aos projetos mais amplos de responsabilidade social corporativa da empresa", disse Liu.
Para muitas crianças, o projeto ofereceu tanto uma oportunidade de aprendizado quanto uma fonte de inspiração. Entre eles estava Euticus Bruce, 12 anos, estudante do sétimo ano de Mathare, que enfrentou o sol escaldante da tarde para pintar murais nos terminais da SGR, seguindo cuidadosamente as orientações de seu instrutor.
"Estou feliz em participar. Vi um trem moderno, prédios altos e conheci artistas que só via nas redes sociais", disse Bruce. "Esta ferrovia ajuda a transportar pessoas e mercadorias, é como uma atração turística".
Vincent Juma, 12 anos, também de Mathare, descobriu seu amor pelo desenho aos cinco anos. Segurando o pincel no alto enquanto adicionava cor ao mural, ele disse que o projeto fez sua admiração pela SGR aumentar.
"Este projeto de murais me inspirou muito. Tenho orgulho da SGR porque ela criou empregos e trouxe muitos turistas ao Quênia para conhecer nossa vida selvagem", disse Juma.
Para artistas locais como Nzilani Mutua, 26 anos, artista de upcycling e muralista, a colaboração entre a Africa Star e a DBSA ofereceu uma oportunidade de mentoria para crianças, ao mesmo tempo em que exibia seu próprio trabalho.
Ela disse que eles passaram mais de 20 dias, enfrentando o frio de agosto, trabalhando juntos para criar murais que refletem a beleza, o prestígio e a transformação trazidos pela SGR.
Ao pôr do sol nas paredes recém-pintadas, os murais vibrantes se ergueram como símbolos de esperança, para os jovens artistas que encontraram suas vozes por meio das pinceladas e para as comunidades cujas vidas a SGR continua remodelando.

Nzilani Mutua, 26 anos, artista de upcycling e muralista, fala durante entrevista em Nairóbi, Quênia, em 27 de agosto de 2025. JUNTO COM: Destaque: Crianças quenianas dão vida à história da ferrovia construída pela China através de murais (Xinhua/Li Yahui)

Euticus Bruce, estudante do sétimo ano de Mathare, fala durante entrevista em Nairóbi, Quênia, em 27 de agosto de 2025. JUNTO COM: Destaque: Crianças quenianas dão vida à história da ferrovia construída pela China através de murais (Xinhua/Li Yahui)

Crianças quenianas posam em frente a um mural em Nairóbi, Quênia, em 27 de agosto de 2025. JUNTO COM: Destaque: Crianças quenianas dão vida à história da ferrovia construída pela China através de murais (Xinhua/Li Yahui)

Liu Yimenghan, cofundador da instituição de caridade local Associação de Serviços de Construção de Sonhos (DBSA, na sigla em inglês), durante entrevista em Nairóbi, Quênia, em 27 de agosto de 2025. JUNTO COM: Destaque: Crianças quenianas dão vida à história da ferrovia construída pela China através de murais (Xinhua/Li Yahui)

Crianças quenianas pintam mural em Nairóbi, Quênia, em 27 de agosto de 2025. JUNTO COM: Destaque: Crianças quenianas dão vida à história da ferrovia construída pela China através de murais (Xinhua/Li Yahui)

