Beijing, 11 set (Xinhua) -- A China espera que o México tenha cautela e pense duas vezes antes de fazer qualquer ajuste tarifário, disse o Ministério do Comércio do país na noite desta quinta-feira.
Um porta-voz do Ministério do Comércio fez as observações ao responder a reportagens da mídia de que o México planeja aumentar as tarifas de importação sobre cerca de 1.400 itens dos países que não assinaram acordos de livre comércio com o mesmo, incluindo a China.
A China monitorará de perto os movimentos tarifários do México e avaliará cuidadosamente quaisquer medidas finais, disse o porta-voz, observando que a China e o México são importantes parceiros econômicos e comerciais um do outro e a China não deseja ver essa cooperação afetada.
Dada a ampla oposição global às imposições tarifárias unilaterais dos Estados Unidos, todos os países devem fortalecer a comunicação e a coordenação para defender conjuntamente o livre comércio e o multilateralismo, disse o porta-voz, enfatizando que os interesses de terceiros não devem ser sacrificados sob pressão de coerção externa.
Nesse contexto, quaisquer medidas tarifárias unilaterais tomadas pelo México, mesmo que dentro da estrutura das regras da Organização Mundial do Comércio, serão consideradas como apaziguamento e concessão diante de intimidação unilateral, disse o porta-voz.
Uma vez implementadas, essas medidas não apenas prejudicarão os interesses dos parceiros comerciais relevantes, incluindo a China, mas também prejudicarão gravemente a certeza do ambiente de negócios do México e reduzirão a confiança das empresas em investir no México, de acordo com o porta-voz.
A China tem defendido consistentemente a resolução de disputas econômicas e comerciais por meio de diálogo e consulta igualitários, observou o porta-voz. "Opomo-nos a todas as formas de unilateralismo, protecionismo e medidas discriminatórias, bem como a quaisquer ações que prejudiquem os interesses da China."
A China tomará as medidas necessárias com base nas circunstâncias reais para salvaguardar resolutamente seus direitos e interesses legítimos, acrescentou o porta-voz.

