Lisboa, 1º jan (Xinhua) -- Portugal anunciou na terça-feira que suspenderá o uso do Sistema de Entrada/Saída da União Europeia (EES, sigla em inglês) para cidadãos não pertencentes à UE por três meses no Aeroporto de Lisboa, citando o grave congestionamento no controle de fronteiras na chegada de passageiros.
O Ministério da Administração Interna disse que despachou imediatamente pessoal adicional e decidiu aumentar a capacidade dos equipamentos eletrônicos e físicos para o controle das fronteiras externas em cerca de 30%, até o máximo suportado pela infraestrutura atual do aeroporto, a fim de melhorar a eficiência do desembaraço e aliviar o acúmulo de passageiros que chegam.
O tempo de espera para os passageiros de fora da UE que chegaram ao aeroporto de Lisboa na terça-feira ultrapassou sete horas, interrompendo as operações das companhias aéreas e fazendo com que alguns passageiros perdessem seus voos de conexão, informou a mídia local.
O ministério atribuiu os atrasos principalmente ao EES, que começou a funcionar em 12 de outubro e entrou na sua segunda fase em 10 de dezembro, quando começou a recolha de dados biométricos. O sistema tem atrasado significativamente o desembaraço de viajantes de fora do Espaço Schengen, resultando frequentemente em esperas de várias horas.
As longas filas no controle de imigração do aeroporto de Lisboa têm sido alvo de críticas repetidas nos últimos meses, com tempos de espera que chegam a mais de nove horas.
A Polícia de Segurança Pública de Portugal, responsável pelo controle de fronteiras no aeroporto, havia destacado 80 policiais adicionais durante o período de férias de Natal e Ano Novo. Com a suspensão do EES, as verificações de fronteira para chegadas de fora da UE voltarão temporariamente à leitura tradicional de passaportes e carimbos manuais.
O EES foi concebido para reforçar a gestão das fronteiras e o compartilhamento de informações, bem como para combater a fraude de identidade e a imigração ilegal. Ao abrigo deste sistema, os cidadãos de países terceiros - exceto aqueles que possuem autorizações de residência ou laços familiares diretos com cidadãos da UE - são obrigados a registar-se eletronicamente na sua primeira entrada no Espaço Schengen, fornecendo os dados do passaporte e dados biométricos. Algumas informações podem ser enviadas antecipadamente através de aplicações ou quiosques self-service.

