Agulhas e Qigong: Equipe médica chinesa leva cura holística à Namíbia-Xinhua

Agulhas e Qigong: Equipe médica chinesa leva cura holística à Namíbia

2026-02-03 09:18:43丨portuguese.xinhuanet.com

O Dr. Huang Qin (esquerda), chefe da 16ª equipe médica chinesa na Namíbia, diagnostica uma paciente na clínica de acupuntura chinesa do Hospital Intermediário Katutura em Windhoek, Namíbia, em 28 de janeiro de 2026. (Foto de Ndalimpinga Iita/Xinhua)

A Clínica de Acupuntura Chinesa do Hospital Intermediário Katutura em Windhoek, capital da Namíbia, combina acupuntura com métodos tradicionais de exercícios chineses para ajudar a melhorar a saúde dos moradores locais.

Windhoek, 1º fev (Xinhua) -- A Clínica de Acupuntura Chinesa do Hospital Intermediário Katutura, em Windhoek, capital da Namíbia, está combinando acupuntura com exercícios tradicionais chineses para ajudar a melhorar a saúde dos moradores locais.

Durante anos, Cecilia Mundida, de Windhoek, sofreu com dores intensas, insônia e mobilidade reduzida. Após o fracasso dos tratamentos convencionais, ela foi encaminhada à Clínica de Acupuntura Chinesa.

"Quando comecei a vir aqui, no final de 2025, eu sentia muita dor. Depois de algumas sessões, consegui dormir sem dor. Estou muito feliz que a equipe médica chinesa está aqui nos ajudando", disse ela.

O Dr. Huang Qin, chefe da 16ª turma da equipe médica chinesa na Namíbia, apresentou o Baduanjin, um exercício tradicional chinês, como complemento aos tratamentos de acupuntura.

O Baduanjin é um antigo exercício chinês de Qigong que consiste em oito movimentos simples e fluidos, combinando movimentos lentos e respiração controlada para promover saúde e vitalidade sem a necessidade de equipamentos, disse Huang.

Huang disse que usou o método pela primeira vez enquanto trabalhava como voluntário nos 19º Jogos Asiáticos de Hangzhou, em 2023.

"Meu trabalho principal era apresentar a medicina tradicional chinesa, incluindo o Baduanjin, a jornalistas de diversos países e a funcionários do Comitê Organizador dos Jogos Asiáticos, o que foi muito bem recebido. Então, achei apropriado apresentá-lo à Namíbia", disse ele.

Ding Jumei (direita), enfermeira especialista em medicina tradicional da 16ª equipe médica chinesa na Namíbia, orienta paciente na prática de Baduanjin, um exercício tradicional chinês, na clínica de acupuntura chinesa do Hospital Intermediário Katutura, em Windhoek, Namíbia, em 28 de janeiro de 2026. (Foto de Ndalimpinga Iita/Xinhua)

Os moradores locais aceitam amplamente a acupuntura e o Baduanjin como terapias suaves e não invasivas.

Elias Simon levou seu pai, que sofreu um AVC, à clínica.

"A medicina tradicional chinesa realmente é uma maneira única de restaurar a saúde dos que perderam a esperança. Só tenho a agradecer à equipe médica chinesa", disse Simon.

A equipe médica chinesa também aproveita os intervalos da clínica para orientar os pacientes na prática em grupo de Baduanjin.

"Pesquisas modernas mostram que o método de Baduanjin é muito benéfico para a saúde. Orientamos os pacientes a praticarem juntos durante os intervalos na clínica", disse Huang.

"Também imprimimos e colocamos um QR code na parede para os pacientes escanearem e aprenderem por conta própria".

Essa abordagem, juntamente com a musicoterapia, complementa os tratamentos de acupuntura, e muitos pacientes relataram melhorias.

Alguns pacientes chegam a viajar longas distâncias para receber tratamento. Mmakau Garoes, de 27 anos, veio da África do Sul com sua avó.

"É a segunda sessão dela, e seu quadro clínico melhorou. É uma prova da esperança que a China traz para a Namíbia", disse ela.

Huang disse que a clínica se tornou um centro de referência em saúde ao longo dos anos.

Quatro funcionários da 16ª equipe médica chinesa na Namíbia posam para uma foto na Clínica de Acupuntura Chinesa do Hospital Intermediário Katutura, em Windhoek, Namíbia, em 28 de janeiro de 2026. (Foto de Ndalimpinga Iita/Xinhua)

"Estamos vendo uma crescente demanda por medicina tradicional chinesa, principalmente acupuntura, integrada a outras técnicas adequadas, como a ventosaterapia", disse ele. Desde setembro de 2024, a equipe tratou mais de 16.000 pacientes, estabelecendo um novo recorde para o número de pacientes atendidos em um único dia.

"Após a transição da 15ª equipe, atendemos 126 pacientes na manhã de 25 de setembro de 2024, o que considero uma conquista notável", disse Huang.

Equipes médicas chinesas atuam na Namíbia desde 1996 e completarão 30 anos de serviço em abril de 2026.

A equipe atual, que iniciou suas atividades em 2024, é composta por quatro funcionários: dois especialistas em acupuntura e dois especialistas em enfermagem de medicina tradicional. A equipe também oferece serviços de saúde pública, educação em saúde e clínicas comunitárias gratuitas.

Huang disse que a equipe apoia os recursos locais e trabalha para melhorar o acesso à saúde, ao mesmo tempo que constrói parcerias com organizações locais.

"Em um contexto de relações cada vez mais estreitas entre a China e a Namíbia, o envio de médicos chineses à Namíbia para prestar serviços médicos é um exemplo concreto da cooperação médica e de saúde entre a China e a África", disse Huang.

O professor Jairos Kangira, um acadêmico namibiano, disse que a cooperação na área da saúde reflete laços de longa data. "Ela serve como uma ponte para o intercâmbio cultural, possibilitando a interação e gerando benefícios tangíveis para a população da Namíbia", disse Kangira.

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