Beijing, 8 fev (Xinhua) -- A China desempenha um papel importante nos esforços humanitários no Oriente Médio, e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) espera aprofundar a cooperação com a China nesse sentido no futuro, disse um alto funcionário do CICV.
Nicolas von Arx, diretor regional do CICV para o Oriente Próximo e Médio, fez essas declarações em uma entrevista recente à Xinhua em Beijing durante sua visita à China.
Há algum tempo, a situação no Oriente Médio tem sido grave, com pessoas sendo deslocadas e separadas de suas famílias, infraestrutura destruída e acesso a serviços básicos severamente limitado, disse Von Arx.
Von Arx disse que aprecia muito o papel da China na causa humanitária no Oriente Médio, observando que a China tem feito contribuições importantes para a assistência humanitária tanto na Faixa de Gaza quanto na Síria nos últimos anos.
No ano passado, a China prometeu US$ 100 milhões em ajuda à Palestina para auxiliar no alívio da crise humanitária em Gaza e apoiar a recuperação e a reconstrução. Após um forte terremoto atingir a Turquia e a Síria em 2023, a China entregou suprimentos humanitários a ambos os países.
Von Arx expressou gratidão pelo apoio e cooperação da China com o CICV, e elogiou o respeito do país pelo direito humanitário internacional. Em setembro de 2024, a China, junto com outros cinco países e o CICV, lançou conjuntamente uma iniciativa global de alto nível para mobilizar o compromisso político em apoio ao direito humanitário internacional.
Durante sua visita à China, Von Arx realizou reuniões com autoridades do Ministério das Relações Exteriores e de embaixadas, além de representantes de vários think tanks.
Em uma reunião com Zhai Jun, enviado especial do governo chinês para a questão do Oriente Médio, os dois lados trocaram opiniões sobre a situação humanitária em Gaza, Síria e Iêmen.
Ele ainda afirmou que o CICV espera uma maior cooperação com a China em termos de esforços humanitários no Oriente Médio. "Espero que possamos aprofundar esse engajamento", disse ele. "Seja por meio das missões diplomáticas, em campo ou em outro lugar, acho que esta é uma relação em múltiplas camadas que valorizamos e que queremos fortalecer ao longo do tempo."

