
Beijing, 10 fev (Xinhua) -- Na segunda-feira, a China instou o Japão a refletir profundamente sobre sua história de agressão e a ser prudente em questões históricas importantes, como o Santuário Yasukuni.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, fez essas declarações em uma coletiva de imprensa regular em resposta às recentes declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre a questão do Santuário Yasukuni.
Lin afirmou que o Santuário Yasukuni serve como uma ferramenta espiritual e símbolo do militarismo japonês na agressão estrangeira e homenageia 14 criminosos de guerra de Classe A condenados com grave responsabilidade pelos crimes de guerra de seu país.
Observando que a natureza da questão do Santuário Yasukuni está em saber se o Japão pode enfrentar e refletir profundamente sobre sua história de agressão militarista, ele disse que essa questão pesa sobre a consciência humana, a base política das relações China-Japão e a credibilidade do Japão como nação.
"Amnésia da história significa traição, e negação de responsabilidade significa recaída", disse Lin.
"Este ano marca o 80º aniversário da abertura dos Julgamentos de Tóquio. Em um ano tão especial, o Japão, em particular, precisa encarar diretamente e refletir sobre sua história de agressão, ser prudente em questões históricas importantes como o Santuário Yasukuni, evitar repetir a história e romper completamente com o militarismo com ações reais", acrescentou Lin.

