Beijing, 12 fev (Xinhua) -- As evidências do recrutamento forçado de "mulheres de conforto" pelos militaristas japoneses são irrefutáveis e não admitem negação, e a China está seriamente preocupada com a atitude equivocada e as práticas desonestas do Japão em relação ao seu histórico de agressão, disse um porta-voz do ministério das Relações Exteriores na quarta-feira.
Um grupo de trabalho sobre discriminação contra mulheres e meninas e outros procedimentos especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU enviou recentemente uma carta conjunta ao governo japonês, expressando sérias preocupações sobre a falha do Japão em garantir acesso à verdade e reparações para sobreviventes das "mulheres de conforto".
Em resposta a uma pergunta relacionada, o porta-voz Lin Jian disse que o recrutamento forçado de "mulheres de conforto" foi um crime grave do militarismo japonês que pisoteou severamente os direitos das vítimas, acrescentando que as evidências desses crimes são irrefutáveis e inegáveis, e há grande indignação na comunidade internacional em relação aos crimes.
Ele afirmou que certas forças no Japão há muito tentam negar ou até distorcer a história do recrutamento forçado de "mulheres de conforto".
O Japão precisa refletir profundamente sobre sua história de agressão e o sofrimento desastroso infligido às vítimas por seu crime, lidar adequadamente com a questão das "mulheres de conforto" e outras questões deixadas de sua história, com uma atitude honesta e responsável, e conquistar a confiança de seus vizinhos asiáticos e da comunidade internacional por meio de ações concretas, disse Lin.

