Beijing, 12 fev (Xinhua) -- As empresas estatais chinesas administradas diretamente pelo governo central chinês formaram um consórcio da indústria de inteligência incorporada a fim de acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).
Sob a orientação da Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais (SASAC, em inglês) do Conselho de Estado, o consórcio reúne empresas estatais centrais, empresas privadas, universidades e institutos de pesquisa.
Ele se concentrará em cinco áreas prioritárias: cenários estratégicos de aplicação de alto valor, conjuntos de dados de alta qualidade, tecnologias essenciais e fundamentais ao longo da cadeia industrial, desenvolvimento coordenado dentro do ecossistema industrial mais amplo e as ligações entre a indústria e as finanças para apoiar a economia real.
A medida ocorre em meio a um aumento constante nos investimentos em IA entre as empresas estatais centrais da China nos últimos anos.
Em uma reunião recente, a SASAC afirmou que as empresas estatais centrais devem expandir os investimentos eficazes em poder de computação, reforçar a inovação independente, acelerar avanços em tecnologias essenciais em áreas-chave e transformar mais inovações de protótipos em produtos comerciais e indústrias viáveis.
As empresas estatais centrais também devem aprofundar sua colaboração de código aberto e acelerar suas atualizações para uma nova plataforma de cooperação em IA, a Comunidade Huanxin, com o objetivo de cultivar um ecossistema industrial mutuamente benéfico, de acordo com a SASAC.
A Comunidade Huanxin foi lançada pela SASAC em julho do ano passado e, desde então, viu sua base de usuários aumentar dez vezes. Recentemente, atraiu a participação de empresas de tecnologia como Huawei, Moore Threads e Unitree Robotics.
A plataforma de código aberto oferece acesso público gratuito a 2.200 placas de computação inteligentes produzidas no país e agregou mais de 4.700 modelos de IA e 1.200 conjuntos de dados.

