Antes de cruzar oficialmente a Marquês de Sapucaí, as escolas de samba vivem um momento decisivo longe dos holofotes principais. É na concentração que o desfile começa a ganhar ritmo - e onde a emoção se torna visível.
Componentes ajustam fantasias, conferem adereços e trocam abraços rápidos. Depois de meses de ensaios e preparação, restam poucos minutos até a entrada na avenida. O clima mistura ansiedade, confiança e responsabilidade.
SOUNDBITE - Diogo Andrade - Componente da escola
"É uma mistura de ansiedade com euforia, vai ser único. Com certeza vai ser uma noite inesquecível. Eu estou ansioso, estou suando."
Enquanto aguardam a liberação para entrada na pista, diretores organizam as alas e reforçam orientações finais. Cada detalhe conta: o tempo é cronometrado, e qualquer atraso pode comprometer a apresentação.
Pouco depois, os portões se abrem. A bateria avança e os primeiros integrantes cruzam o limite que separa a preparação do espetáculo. Das primeiras arquibancadas já é possível ouvir aplausos e gritos de incentivo.
SOUNDBITE - Mart'nália - Cantora
"Agora, meu coração é só alegria. Vila Isabel na cabeça. Alô Vilsa Isabel, 'bóra'!"
Os primeiros metros na avenida marcam a transição entre meses de trabalho e pouco mais de uma hora de avaliação oficial. Para o público, é o início do show. Para quem está ali, é a culminação de um ano inteiro dedicado ao carnaval.
E assim, chega ao final o desfile das escolas e samba do Rio de Janeiro, que sagrou a Unidos de Viradouro como grande campeã.

