Café com licor, trufas e frutas: Revolução de sabores do café na China injeta impulso para produtores globais-Xinhua

Café com licor, trufas e frutas: Revolução de sabores do café na China injeta impulso para produtores globais

2026-02-27 20:16:18丨portuguese.xinhuanet.com

Taiyuan, 27 fev (Xinhua) -- Uma revolução de sabores está varrendo as cafeterias chinesas. Bebidas inovadoras que misturam café com ingredientes locais como chá, frutas e até licor estão ganhando popularidade, impulsionando o vigoroso desenvolvimento da cultura do café no país.

A gigante chinesa de cafeteria, Luckin Coffee, lançou em dezembro de 2025 a "Temporada Brasil", apresentando a "Capivara Arábica", um mascote que une o grão de café arábica à imagem da capivara, ganhou rapidamente popularidade entre jovens chineses nas redes sociais.

A criatividade se espalha por todo o país. Em Hohhot, na Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte da China, o café é misturado com arroz torrado e coalhada de leite. Em Datong, Província de Shanxi, no norte do país, o Fenjiu liquor latte, que combina café com licor chinês, oferece um sabor suave, adocicado e com retrogosto prolongado. Já o "Truffle Dirty", que une espresso, leite, manteiga e trufas raladas, faz sucesso na Província de Yunnan, no sudoeste da China.

Café com chá, álcool e ingredientes funcionais oferecem opções diversificadas para um público ávido por novidades. Por trás dessa "corrida de sabores" está a rápida expansão do mercado cafeeiro chinês. Dados mostram que a escala da indústria do café na China ultrapassou 300 bilhões de yuans (US$ 43,42 bilhões) em 2024.

Grandes produtores como Brasil, Etiópia e Indonésia estão aproveitando as oportunidades para fortalecer laços com a China. O café brasileiro, que responde por mais de 35% da produção mundial, é reconhecido por sua qualidade estável, acidez baixa e equilíbrio robusto, tornando-se uma importante "pedra angular de sabor" para marcas chinesas.

Em novembro de 2024, a Luckin Coffee assinou um memorando de entendimento com parceiros brasileiros para a compra de 240 mil toneladas de café ao longo de cinco anos, estabelecendo um recorde no comércio de café entre a China e o Brasil. O crescimento continua em 2025. De janeiro a junho, a China importou cerca de 540 mil sacas de café brasileiro, um aumento anual de 20%, atingindo um novo recorde.

A Mixue Ice Cream & Tea, rede chinesa de bebidas, também firmou acordo de longo prazo com fornecedores brasileiros em 2024, promovendo café a preços acessíveis através de suas dezenas de milhares de lojas.

A cooperação já vai além do comércio, estendendo-se a toda a cadeia industrial. A Luckin estabeleceu um escritório e um centro de apoio aos produtores no Brasil, promovendo o cultivo padronizado. Marcas do Brasil, Etiópia e outros países também lançaram produtos adaptados ao mercado chinês, como lotes pequenos de grãos com notas frutadas e café em drip bag.

"A inovação de sabores no mercado chinês reflete a atualização do consumo e a colaboração global na cadeia de suprimentos", observa Zhou Qingjie, professor da Universidade de Tecnologia e Negócios de Beijing. "Isso cria oportunidades equitativas para produtores de café em todo o mundo."

Especialistas do setor preveem que a cooperação entre a China e países produtores como Brasil, Etiópia e Indonésia se aprofundará ainda mais no futuro, abrangendo áreas como o cultivo inteligente, o desenvolvimento de produtos premium e a digitalização da cadeia de suprimentos. 

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