Destaque: Visita à "Casa da China" em Milão -- um encontro civilizacional através do esporte-Xinhua

Destaque: Visita à "Casa da China" em Milão -- um encontro civilizacional através do esporte

2026-02-27 13:44:55丨portuguese.xinhuanet.com

Foto tirada em 4 de fevereiro de 2026 mostra repórteres filmando exposição cultural do Ano do Cavalo na "Casa da China" nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. (Xinhua/Li Jing)

Com o apagamento da chama dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, a Casa da China em Milão encerrou suas atividades após 19 dias, recebendo visitantes do mundo todo com exposições de cultura, tecnologia e patrimônio, além de promover intercâmbios que vão além do esporte.

Milão, 25 de fevereiro (Xinhua) -- Com o apagamento da chama dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina neste domingo, a "Casa da China" em Milão também encerrou seu papel no cenário mundial.

Durante seus 19 dias de funcionamento, essa plataforma, criada e administrada pelo Comitê Olímpico Chinês para apoiar a delegação esportiva chinesa, serviu não apenas como base logística, mas também como vitrine cultural aberta a visitantes internacionais.

De artefatos de valor inestimável à tecnologia moderna de ponta, de uma longa e rica história esportiva a exposições interativas do patrimônio cultural imaterial, o centro cultural atraiu visitantes de todo o mundo.

Yu Jianyong, diretor do Centro de Equipamentos Esportivos da Administração Geral de Esportes da China, disse a repórteres que essa foi a quarta vez que a "Casa da China" participou de uma Olimpíada de Inverno. Os números preliminares mostram que a quantidade de visitantes superou em muito a das três edições anteriores, com a maioria vinda do exterior, incluindo autoridades olímpicas, figuras do mundo esportivo e representantes de atletas de diversos países e regiões.

Além das instalações olímpicas, a "Casa da China" ofereceu aos visitantes estrangeiros um local para observar, vivenciar e compreender melhor a China. As interações e conversas do dia a dia também moldaram novas impressões do país entre os visitantes internacionais.

JANELA CULTURAL: DESCOBRINDO A CHINA EM MILÃO

Esta edição da "Casa da China" apresentou diversas áreas temáticas de exposição.

Na Exposição de Cultura Esportiva Chinesa, 67 conjuntos de artefatos do Museu do Esporte da China traçaram as raízes profundas do esporte tradicional chinês. Próximo dali, uma zona esportiva interativa exibiu robôs inteligentes desenvolvidos no país e equipamentos de ginástica com inteligência artificial, permitindo que os visitantes testassem em primeira mão as tecnologias emergentes. Na área de exposição do patrimônio cultural imaterial, demonstrações de escultura em açúcar, recorte de papel e nós decorativos atraíram longas filas de visitantes ansiosos para ver os artesanatos tradicionais.

Herdeira da arte do recorte de papel, patrimônio cultural imaterial, demonstra técnica na "Casa da China" em 4 de fevereiro de 2026. (Xinhua/Li Jing)

A visitante brasileira Rochelle, ao observar os artefatos, expressou surpresa e perguntou: "São reais? Foram mesmo transportados da China para a Itália? Nunca vi uma exposição tão requintada".

Huang Jin, diretor do Museu do Esporte da China, disse que transportar as peças da exposição para Milão exigiu um esforço considerável. "Apesar dos inúmeros desafios, estávamos ansiosos para promover a interação entre o público chinês e o internacional e apresentar os melhores elementos da cultura chinesa ao mundo".

No livro de visitas da exposição, o visitante italiano Nicolo escreveu: "Obrigado por trazer uma exposição tão maravilhosa e tão bem organizada. Agradecemos muito a oportunidade de admirar essas obras de arte e vivenciar a cultura chinesa".

Por meio dessas trocas, a China se tornou menos abstrata para alguns visitantes e mais uma cultura que eles podiam ver, sentir e com a qual podiam interagir diretamente.

JANELA DE INTERCÂMBIO: ENTENDENDO A CHINA ATRAVÉS DO ENCONTRO

A "Casa da China" também se tornou palco de pequenos, mas significativos momentos de conexão.

Um desses momentos ocorreu durante uma cerimônia de doação na semana passada. Matteo, um agente de segurança italiano que trabalha na "Casa da China", desenvolveu interesse pela cultura chinesa após visitar a exposição diversas vezes. Como gesto de boa vontade, ele doou itens de sua coleção pessoal ao Museu do Esporte da China, incluindo moedas comemorativas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina.

Matteo (centro) recebe certificado após doar itens à "Casa da China" em 16 de fevereiro de 2026. (Foto cedida pela "Casa da China") 

Monica Sciacco, uma voluntária italiana dos Jogos Olímpicos de Inverno, disse a repórteres que visitou o local por recomendação de um colega chinês. Lá, ela experimentou pela primeira vez a arte chinesa de recorte de papel e caligrafia, e aprendeu sobre seu signo do zodíaco chinês. "Essas experiências culturais tradicionais chinesas são muito interessantes! Já visitei casas de outros países, mas a ‘Casa da China’ me proporcionou a melhor experiência", disse ela.

Na área de exposição, um dos pontos mais chamativos era o estande de esculturas de açúcar. O artesão Lu Liqing soprava habilmente ar no açúcar derretido para criar figuras vívidas enquanto explicava os significados culturais por trás dos signos do zodíaco.

Gerardo Contursi, um italiano que participou da atividade, disse que estudou chinês e se afeiçoou à cultura chinesa. "Nasci em 1990 e esse é meu ano do zodíaco!", disse ele. "Sinto que, nos últimos anos, cada vez mais italianos se apaixonaram pela cultura chinesa".

Foto tirada em 4 de fevereiro mostra área de exposição sobre a história da participação da China nos Jogos Olímpicos de Inverno. (Xinhua/Li Jing)

JANELA ATRAVÉS DO ESPORTE: ABRAÇANDO A CHINA POR MEIO DAS OLIMPÍADAS

Para alguns visitantes, a "Casa da China" era mais do que um espaço de exposição. Serviu também como uma ponte para o intercâmbio cultural através do esporte. O esporte há muito tempo é uma linguagem universal que transcende barreiras culturais e políticas, desde a histórica "diplomacia pingue-pongue" até o palco olímpico atual.

Yu disse que o esporte não se resume mais a ganhar medalhas. Ele disse que também se tornou uma plataforma para intercâmbio cultural, cooperação comercial e laços interpessoais, e descreveu a "Casa da China" como um exemplo desse papel mais amplo.

O visitante italiano Daniele disse que nunca foi à China, mas depois de visitar a "Casa da China", agora espera viajar para um lugar tão fascinante um dia.

Para alguns visitantes, o local ofereceu a oportunidade de refletir sobre uma questão simples: "como é a China hoje?".

Nesse sentido, serviu não apenas como um centro de apoio para a delegação chinesa, mas também como uma plataforma para apresentar a cultura chinesa ao público internacional, para além dos holofotes olímpicos.

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