O que você precisa saber sobre os objetivos dos EUA, de Israel e do Irã no conflito militar?-Xinhua

O que você precisa saber sobre os objetivos dos EUA, de Israel e do Irã no conflito militar?

2026-03-09 13:02:01丨portuguese.xinhuanet.com

Foto tirada em 6 de março de 2026 mostra fumaça após explosão em Teerã, Irã. (Xinhua/Shadati)

Cairo, 7 mar (Xinhua) -- Conforme a troca de tiros na região, desencadeada por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, entrava em seu oitavo dia no sábado, crescem as dúvidas sobre como o conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã pode se desenrolar nos próximos dias.

Segue um breve resumo das declarações recentes dos três lados sobre seus objetivos e o possível curso do conflito.

Estados Unidos

-- No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse em uma publicação na rede Truth Social que "hoje" o Irã será atingido com muita força.

-- Na sexta-feira, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a aprovação de uma possível Venda Militar Estrangeira para Israel de munições e serviços de apoio relacionados, incluindo 12.000 bombas aéreas. O acordo está avaliado em cerca de 151,8 milhões de dólares americanos.

-- Na sexta-feira, Trump expressou, em conversas privadas, "muito interesse" em enviar tropas terrestres americanas para o Irã, informou a rede americana de notícias NBC News, citando diversas fontes. Trump discutiu a ideia de enviar tropas terrestres com assessores e autoridades republicanas fora da Casa Branca, focando em um pequeno contingente de tropas para missões estratégicas específicas, em vez de uma invasão em larga escala.

-- Na sexta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que somente Trump decidirá quando o Irã tiver efetivamente entregado a "rendição incondicional" exigida por Washington. Horas antes, Trump declarou no Truth Social que "não haverá acordo com o Irã, exceto a rendição incondicional".

Foto tirada em 2 de dezembro de 2025 mostra a Casa Branca, em Washington, D.C., Estados Unidos. (Xinhua/Hu Yousong)

Israel

-- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse em um pronunciamento transmitido ao vivo no sábado que o ataque de Israel ao Irã continuará com "força total e ímpeto intransigente".

Israel tem um plano bem elaborado, com muitas surpresas, para minar o "regime iraniano" e "possibilitar a mudança", disse Netanyahu.

-- No sábado, as Forças Armadas de Israel disseram ter iniciado "uma ampla onda de ataques" contra a infraestrutura do governo iraniano em Teerã.

Também disseram que atacaram dois importantes locais de produção de mísseis balísticos nas áreas iranianas de Parchin e Shahrud na última semana, e que realizaram 3.400 ataques contra o Irã desde o início da guerra.

-- Na quinta-feira, o chefe das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, disse em um pronunciamento televisionado que as forças israelenses estão avançando para a "próxima fase" de sua campanha contra o Irã, na qual intensificarão os ataques contra as bases do governo iraniano e suas capacidades militares.

Ele disse que o objetivo da operação conjunta EUA-Israel é despojar o governo iraniano de suas capacidades militares e levá-lo a "um ponto de isolamento estratégico e a um ponto de fragilidade nunca vistos".

Soldados israelenses em tanques são vistos no lado israelense da fronteira com o Líbano, no norte de Israel, em 6 de março de 2026. (JINI via Xinhua)

Irã

-- No sábado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou, em comunicado, que o exercício do direito inerente do Irã à legítima defesa continuará até que a "agressão" cesse, ou até que o Conselho de Segurança da ONU cumpra seu dever de identificar e nomear os "agressores" e determinar as responsabilidades decorrentes de sua "agressão".

O comunicado enfatizou que as operações defensivas do Irã contra bases e instalações militares dos EUA na região não devem, de forma alguma, ser interpretadas como inimizade nem hostilidade em relação aos países da região.

-- No sábado, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que o Irã decidiu não atacar nem disparar mísseis contra alvos em países vizinhos, a menos que seja alvo de ataques desses países.

Foto tirada em 6 de março de 2026 mostra local de um ataque iraniano em Tel Aviv, Israel. (Gideon Markowicz/JINI via Xinhua)

-- No sábado, Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas do Irã, declarou que o Irã não atacou nem atacará países da região que não colocam seu espaço aéreo, território e instalações à disposição dos "inimigos".

-- Na sexta-feira, Pezeshkian disse que alguns países iniciaram esforços de mediação, sem identificá-los. "Sejamos claros: estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação", disse Pezeshkian em uma publicação na plataforma X.

-- Na sexta-feira, a TV estatal iraniana citou uma fonte militar dizendo que o Estreito de Ormuz permanecia aberto, mas alertou que qualquer embarcação pertencente aos Estados Unidos ou a Israel seria considerada alvo militar.

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