(Multimídia) China reitera compromisso com desenvolvimento de alta qualidade e amplia oportunidades para o mundo-Xinhua

(Multimídia) China reitera compromisso com desenvolvimento de alta qualidade e amplia oportunidades para o mundo

2026-03-10 12:35:15丨portuguese.xinhuanet.com
Foto de 18 de fevereiro de 2026 mostra caminhões transportando contêineres no Terminal de Contêineres Qianwan do Porto de Qingdao, em Qingdao, Província de Shandong, no leste da China. (Xinhua/Li Ziheng)

   Beijing, 10 mar (Xinhua) -- A China estabeleceu uma meta de crescimento econômico de 4,5% a 5% para 2026, visando um bom começo para o novo plano quinquenal que traça o caminho para um desenvolvimento de alta qualidade e oferece a tão necessária certeza para uma economia mundial conturbada. 

   As "duas sessões" de 2026 da China, reuniões anuais do mais alto órgão legislativo e do principal órgão consultivo político do país, mostram ao mundo que o desenvolvimento de alta qualidade continua no centro da estratégia econômica chinesa. Em meio ao aumento das incertezas externas, o país reafirma a confiança em sua trajetória de longo prazo, ancorada na resiliência econômica, impulsionada por novas forças produtivas de qualidade e acompanhada por uma abertura de alto nível que continua a gerar oportunidades compartilhadas.

   Uma reportagem da Agência Brasil-China assinalou que, devido à escala da economia chinesa, à sua força e à sua ampla influência geopolítica, o que acontece na China tem impacto no cenário global. Como a China é o maior parceiro comercial do Brasil há 17 anos consecutivos, a trajetória da economia chinesa influencia diretamente o Brasil.

   COMPROMISSO COM DESENVOLVIMENTO DE ALTA QUALIDADE

   No dia de abertura da sessão anual da Assembleia Popular Nacional (APN), o primeiro-ministro, Li Qiang, disse no relatório de trabalho do governo que seguem inalteradas as condições que sustentam o crescimento positivo de longo prazo do país e a tendência fundamental de sua economia.

   Apesar do aprofundamento do impacto das mudanças no ambiente externo, da alta dos riscos geopolíticos, da fraqueza da economia mundial e dos choques contra o multilateralismo e o livre comércio, a economia chinesa avançou sob pressão e demonstrou forte resiliência, disse ele.

   No recém-concluído período do 14º Plano Quinquenal, a economia chinesa registrou um crescimento médio anual de 5,4%, bem acima da média mundial, e respondeu por cerca de 30% do crescimento econômico global.

   Com base nesses avanços, um novo plano de desenvolvimento até 2030 começa a ganhar forma, delineando o desenvolvimento de alta qualidade da China para os próximos cinco anos.

   Trata-se de uma etapa crucial da modernização chinesa, marcada por investimentos em tecnologias de fronteira, pelo aprofundamento dos laços comerciais e de investimento e pelo avanço do desenvolvimento verde.

   Como primeiro ano do novo plano quinquenal, 2026 terá uma meta projetada de crescimento econômico de 4,5% a 5%, com a busca de resultados melhores na prática.

   Shen Danyang, chefe do grupo responsável pela elaboração do relatório de trabalho do governo deste ano, disse que a meta de crescimento econômico da China para 2026 é proativa e pragmática, refletindo uma avaliação ampla das condições internas e das mudanças no ambiente externo,

   Zhang Ying, vice-diretora da Escola de Administração Guanghua da Universidade de Peking, disse que o sinal transmitido por essa meta à comunidade internacional é claro: a China já não busca apenas a velocidade de crescimento, e o objetivo reflete o firme compromisso do país com o desenvolvimento de alta qualidade.

   NOVAS FORÇAS PRODUTIVAS DE QUALIDADE IMPULSIONADAS PELA INOVAÇÃO

   As novas forças produtivas de qualidade, um dos conceitos econômicos em destaque nas "duas sessões" deste ano e no novo plano quinquenal da China, concentram-se na modernização industrial e no aumento da produtividade por meio da inovação e dos avanços tecnológicos, como parte importante do desenvolvimento de alta qualidade do país.

   A China fez progressos de liderança mundial na pesquisa e aplicação de inteligência artificial (IA), biomedicina, robótica e tecnologia quântica. De 2026 a 2030, o país desenvolverá vigorosamente novos motores de crescimento, como tecnologia quântica, biomanufatura, hidrogênio verde, energia de fusão nuclear, interfaces cérebro-computador, inteligência incorporada e comunicações móveis 6G.

   A China também avançará neste ano no desenvolvimento de seis indústrias-pilares emergentes, incluindo circuitos integrados, aviação e aeroespacial, biomedicina, economia de baixa altitude, novos tipos de armazenamento de energia e robôs inteligentes.

   Zheng Shanjie, chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, disse que esses setores, cujo valor total se aproximou de 6 trilhões de yuans no ano passado, deverão ultrapassar 10 trilhões de yuans (US$ 1,45 trilhão) em 2030. Ele acrescentou que as tecnologias de IA estão sendo rapidamente adotadas em todos os setores e desempenharão papel fundamental no desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade.

   Hu Jinbo, conselheiro político nacional, disse que os próximos cinco anos serão uma janela crucial para a transição da China do crescimento rápido para o desenvolvimento de alta qualidade, com a inovação científica e tecnológica como motor central dessa transformação.

   Paula Silva de Carvalho, professora e pesquisadora do Instituto de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse que a China criou um ambiente propício à inovação das empresas, formando um ecossistema completo que favorece o desenvolvimento de tecnologias.

   "A China está cada vez mais produzindo e fabricando produtos de alta qualidade, com alto teor tecnológico, e os incentivos continuam nessa direção", disse ela.

   ABERTURA AO MUNDO E GERADORA DE OPORTUNIDADES COMPARTILHADAS

   O ministro do Comércio da China, Wang Wentao, disse em uma coletiva de imprensa que o país vai promover neste ano o crescimento equilibrado do comércio, estabilizar as exportações e, ao mesmo tempo, compartilhar mais oportunidades no mercado doméstico.

   A China já é o segundo maior mercado importador do mundo, e o desenvolvimento de alta qualidade, ao impulsionar a expansão contínua do grupo de renda média, indica que a demanda por importações ainda tem amplo espaço para crescer.

   Num momento em que alguns países usam seus mercados como instrumento de negociação, a China está ampliando ativamente sua abertura e transformando seu vasto mercado em oportunidades de cooperação, disse Wang.

   Segundo ele, o país vai importar mais produtos agrícolas, bens de consumo de qualidade, equipamentos avançados e componentes essenciais, além de ampliar o acesso ao mercado de serviços.

   Uma China mais aberta significa maiores oportunidades de mercado. Atualmente, o país é o principal parceiro comercial de mais de 160 países e regiões. Em 2025, as importações chinesas somaram 18,48 trilhões de yuans, mantendo a China, pelo 17º ano consecutivo, como o segundo maior mercado importador do mundo, com participação global em torno de 10%.

   Samuel Spellmann, professor e coordenador do Curso de Especialização em China Contemporânea da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, disse que a mensagem central da política de abertura da China é "oportunidade compartilhada e crescimento mútuo", posicionando o país como uma força para a criação de resultados "ganha-ganha".

   A imagem projetada pela China é a de "um parceiro confiável e previsível, disposto a usar as vantagens de seu vasto mercado para compartilhar oportunidades com o mundo", disse ele.

Pessoas visitam o estande da Agência Paulista de Promoção de Investimentos durante a Feira Internacional de Comércio de Serviços da China 2025, em 12 de setembro de 2025, em Beijing, capital da China. (Xinhua/Liu Long)

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