
Clientes visitam shopping center em Beijing, capital da China, em 11 de fevereiro de 2026. (Xinhua/Chen Yehua)
A meta de crescimento anunciada é um indicador-chave para os mercados internacionais, ajudando a mitigar a incerteza e a manter o equilíbrio econômico global, disse um especialista quirguiz.
Bishkek, 13 mar (Xinhua) -- O crescimento estável da economia chinesa traz certeza para o desenvolvimento econômico global, disse um economista quirguiz.
O relatório de trabalho do governo chinês, aprovado durante a quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, estabeleceu a meta de crescimento para 2026 em 4,5% a 5%.
Em entrevista à Xinhua, Tolonbek Abdyrov, professor de economia e vice-reitor da Escola Superior Internacional de Medicina do Quirguistão, observou que, dado o complexo cenário internacional atual, incluindo o crescente unilateralismo, protecionismo, tensões geopolíticas e a volatilidade cada vez maior do mercado global, a meta de crescimento é bastante realista.
Nessas condições, o fato de a economia chinesa continuar demonstrando crescimento estável envia um sinal forte para a economia global, disse o especialista, acrescentando que a meta serve como base, abrindo espaço para um crescimento mais robusto em condições favoráveis.
Ele observou que, em meio à desaceleração econômica global e ao aumento das incertezas, a meta de crescimento econômico da China desempenha um papel essencial na estabilização das expectativas e no fortalecimento da confiança no futuro da economia mundial.
"A China continua sendo um dos pilares fundamentais da economia global", enfatizou Abdyrov. Sua produção industrial e demanda interna exercem influência significativa nos mercados globais de commodities, no comércio internacional e nos fluxos de investimento. Consequentemente, a meta de crescimento anunciada é um indicador-chave para os mercados internacionais, ajudando a mitigar a incerteza e a manter o equilíbrio econômico global, acrescentou ele.
O governo chinês priorizou o fortalecimento da demanda interna e a construção de um mercado interno robusto. Abdyrov destacou que o vasto mercado interno da China é fundamental para sua capacidade de responder eficazmente aos desafios externos.
"Um mercado interno amplo e estável ajuda a China a resistir melhor às flutuações externas, ao mesmo tempo que oferece aos parceiros internacionais maiores oportunidades comerciais", explicou ele, observando que o mercado chinês continua sendo um dos maiores do mundo em termos de consumo e volume de importações, criando um novo potencial para cooperação em setores como agricultura, energia, colaboração industrial e serviços.
Conforme a China inicia o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) para o desenvolvimento econômico e social nacional, a meta de crescimento deste ano reflete a abordagem política da China de buscar melhorias efetivas na qualidade e uma expansão razoável na quantidade.
Abdyrov ressaltou que o foco não está apenas em atingir metas de crescimento específicas, mas em estabelecer um caminho sustentável para o progresso a longo prazo.
"A política econômica da China tem se voltado cada vez mais para o desenvolvimento de alta qualidade, o que envolve o avanço da produção tecnológica, a modernização das estruturas industriais e a redução da dependência das indústrias tradicionais", disse ele, acrescentando que essa abordagem visa manter o emprego, estimular a demanda interna e implementar as reformas estruturais necessárias para a modernização econômica a longo prazo.

Foto tirada por drone em 29 de janeiro de 2026 mostra um trabalhador na linha de produção de uma empresa no condado de Hengdong, cidade de Hengyang, província de Hunan, no centro da China. (Foto de Cao Zhengping/Xinhua)
Abdyrov também observou que o governo chinês está se concentrando mais no crescimento impulsionado pela inovação e na adaptação de novas forças produtivas de qualidade às condições locais. Ele acredita que a China vê a inovação como o principal motor do crescimento econômico futuro, com importantes desenvolvimentos tecnológicos em áreas como inteligência artificial e digitalização industrial.
"Essa mudança reflete uma estratégia mais ampla, uma transição de um modelo de crescimento baseado principalmente na escala de produção para um modelo em que as vantagens tecnológicas desempenham um papel decisivo", concluiu Abdyrov, destacando que o desenvolvimento de indústrias de alta tecnologia não só aumentará a produtividade, como também abrirá novos mercados e criará oportunidades de emprego inovadoras.
"Para outros países, a experiência da China é um exemplo importante da transição gradual de um modelo de crescimento tradicional para uma economia tecnologicamente mais avançada", disse ele.




