
Visitante testa óculos inteligentes na Exposição Internacional de Eletrônicos de Consumo da China (CICE, na sigla em inglês) 2025, em Qingdao, província de Shandong, leste da China, em 19 de setembro de 2025. (Xinhua/Li Ziheng)
Boao, China, 29 mar (Xinhua) -- O avanço da tecnologia de inteligência artificial (IA) na China abriu novas oportunidades para outros países e facilitou o progresso transfronteiriço, disse o presidente de um think tank malaio.
"A ideia central do avanço da IA é levar a humanidade a um novo patamar de progresso, em vez de deixar os outros para trás", disse Mohd Faiz Abdullah, presidente-executivo do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais da Malásia, à margem da Conferência Anual do Fórum Boao para a Ásia 2026.
De acordo com o Relatório Anual de Perspectivas Econômicas e Progresso da Integração Asiática 2026, divulgado no fórum, o epicentro global do desenvolvimento da IA está se deslocando da Europa e dos Estados Unidos para a Ásia. Aproveitando suas populações digitais expressivas, ecossistemas de aplicativos diversificados e estruturas políticas coerentes, as economias asiáticas estão evoluindo rapidamente de seguidoras da IA para líderes nesse campo.

Cão robô é visto na Exposição Internacional de Eletrônicos de Consumo da China (CICE, na sigla em inglês) 2025, em Qingdao, província de Shandong, leste da China, em 19 de setembro de 2025. (Xinhua/Li Ziheng)
Faiz disse que a Ásia tem desempenhado um papel central no cenário global. Com sua crescente capacidade tecnológica, a Ásia expandirá ainda mais sua influência como pilar do crescimento econômico global.
"Com desafios ainda maiores pela frente, o papel da Ásia se expandirá ainda mais", disse ele, observando que a região apresenta um enorme impulso de crescimento, sustentado por estruturas como a Parceria Econômica Abrangente Regional, que incentiva o crescimento orgânico por meio da agregação de valor econômico real, em vez de manobras financeiras especulativas.
Ele acrescentou que o maior desafio para as economias asiáticas está em superar as tendências protecionistas, o que exige a construção de confiança mútua e o aprimoramento da governança regional e global para desbloquear plenamente a sinergia dos mecanismos multilaterais na região.

Pessoas entram no local da Exposição Internacional de Eletrônicos de Consumo da China (CICE, na sigla em inglês) 2025, em Qingdao, província de Shandong, leste da China, em 19 de setembro de 2025. (Xinhua/Li Ziheng)
Sobre a redução da distância entre o Norte Global e o Sul Global, ele disse que a Ásia deve fortalecer sua voz na governança global por meio do crescimento endógeno, proteger o verdadeiro multilateralismo e impulsionar uma ordem internacional mais equitativa.
Ele também defendeu o abandono da mentalidade de soma zero, enfatizando que as grandes economias podem alcançar o sucesso comum em vez de se envolverem em hostilidades.
Ele observou que a China e a Malásia têm pontos em comum na promoção da justiça internacional e do bem comum da humanidade, expressando forte confiança no futuro da Ásia e descrevendo a região como o motor de crescimento mais estável do mundo.



