Beijing, 11 abr (Xinhua) -- A China planeja lançar uma iniciativa "IA Mais Educação", com o objetivo de integrar a inteligência artificial (IA) nas salas de aula em estágio inicial, à medida que o país acelera seus esforços para desenvolver a tecnologia e adaptar sua economia a um futuro cada vez mais digital.
Até 2030, a China pretende estabelecer um sistema educacional abrangente de IA cobrindo todos os níveis de ensino e se estendendo ao público em geral, informou o Ministério da Educação nesta sexta-feira.
O plano estabelece medidas para acelerar a implantação do ensino de IA nas escolas primárias e secundárias, incluindo a introdução de cursos específicos e esforços para integrar o tema em todas as disciplinas.
Também incentiva as escolas a estender o aprendizado relacionado à IA para programas extracurriculares e atividades práticas, ampliando a exposição dos alunos para além da sala de aula.
Nas universidades, a proposta vai ainda mais longe, apelando que a IA se torne parte do currículo básico para todos os alunos. As faculdades são instadas a criar cursos interdisciplinares que combinem a IA com outros campos.
Paralelamente, as universidades serão orientadas a realinhar seus programas com as indústrias em evolução e a adicionar cursos de especialização para atender às demandas de tecnologias emergentes e novos modelos de negócios, de acordo com o plano.
O plano prevê o uso da IA para apoiar o ensino, por exemplo, ampliando o uso de ferramentas digitais para aliviar a carga de trabalho dos professores e melhorar a eficiência. Ele propõe a aplicação da tecnologia para auxiliar os professores na gestão de dever de casa, aprimorando a avaliação inteligente, as sessões de perguntas e respostas e o ensino.
Além disso, propõe o uso da IA para analisar as interações na sala de aula, oferecendo aos professores insights para aperfeiçoar seu ensino. O plano sugere ainda a incorporação da IA nos exames de qualificação e nos processos de certificação de professores.

