Presidente brasileiro assina acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia-Xinhua

Presidente brasileiro assina acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia

2026-04-29 11:13:15丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 28 abr (Xinhua) -- O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira o decreto que oficializa o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), um passo fundamental para a criação de um dos maiores blocos comerciais do mundo.

O acordo comercial, que já havia sido aprovado pelo Congresso, começará a entrar em vigor gradualmente a partir desta sexta-feira, 1º de maio.

Ao assinar o decreto no Palácio do Planalto, acompanhado por outras autoridades e representantes parlamentares, Lula enfatizou que o acordo foi fruto de um longo processo.

"Depois que o presidente Trump tomou as medidas que ele tomou, praticando as taxações de forma unilateral como o mundo inteiro, a resposta que o Brasil e a União Europeia deram ao mundo é de que não existe nada melhor do que a gente acreditar no exercício da democracia, no multilateralismo e na relação cordial entre as nações", disse o presidente.

Ele enfatizou que o acordo é um exemplo e que outros podem seguir o mesmo caminho, como os que estão sendo negociados com Singapura e Canadá, e também a possibilidade de a Colômbia aderir ao Mercosul.

"Quem sabe, amanhã poderemos expandir para outros países, porque as pessoas precisam aprender que não existe saída individual para nenhum país neste mundo do comércio", declarou.

O tratado, assinado em 17 de janeiro no Paraguai, após mais de 25 anos de negociações, prevê a redução ou eliminação progressiva de tarifas que abrangem mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

A iniciativa busca integrar um mercado de mais de 700 milhões de pessoas, conectando o Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia em processo de adesão plena - à Zona do Euro, e impulsionando o fluxo de bens e capitais.

Após décadas de negociação, os blocos concluíram seus procedimentos internos, permitindo o início da redução gradual das tarifas.

Na primeira etapa, entram em vigor os aspectos comerciais do acordo, promovendo, entre outras coisas, reduções tarifárias, compras governamentais e facilitação do comércio. 

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