Destaque: Há 45 anos, equipes médicas chinesas levam cura e esperança ao Djibuti-Xinhua

Destaque: Há 45 anos, equipes médicas chinesas levam cura e esperança ao Djibuti

2026-04-29 13:12:22丨portuguese.xinhuanet.com

Li Jingjing (esquerda), médica da 24ª equipe médica chinesa no Djibuti, e um médico local realizam cirurgia em um paciente no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do Djibuti, em 12 de abril de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)

Cidade de Djibuti, 27 abr (Xinhua) -- No Chifre da África, onde o Mar Vermelho encontra o Golfo de Aden, com temperaturas próximas a 30 graus Celsius em meio a ventos marítimos quentes, mais um dia agitado se desenrolou no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do Djibuti.

Do lado de fora da clínica de Medicina Tradicional Chinesa (MTC), pacientes formavam fila cedo para receber tratamento, que trouxe alívio a muitos. Lá dentro, médicos chineses circulavam entre os leitos, aplicando agulhas de acupuntura, analisando prontuários e atendendo os pacientes com eficiência comprovada.

"É a minha 11ª sessão de acupuntura e me sinto muito melhor agora", disse à Xinhua um morador local de sobrenome Rida.

Por anos, a dor crônica nas costas dificultava até mesmo movimentos simples para o homem de 70 anos. Após a indicação de um amigo, ele foi à clínica e gradualmente encontrou alívio.

"Sou muito grato aos médicos chineses", disse ele.

Wang Zhengrong, um médico de MTC da 24ª equipe médica chinesa em Djibuti, disse que muitos pacientes com hemiplegia, paralisia facial e complicações após hemorragia cerebral sofrem há muito tempo com rigidez, dor e mobilidade reduzida, enquanto as opções de reabilitação permanecem limitadas.

"Com a disponibilidade de acupuntura, ventosaterapia e moxabustão, os pacientes têm acesso a novos caminhos para a recuperação", disse ele.

Segundo Wang, um cadastro na clínica cobre 10 sessões de acupuntura, tornando o tratamento acessível a muitas famílias. À medida que mais pacientes sentem melhoras contínuas, a MTC está ganhando maior reconhecimento nas comunidades locais.

As três salas de tratamento da clínica estão frequentemente lotadas, disse Wang, acrescentando que ele e seu colega atendem, em média, de 20 a 30 pacientes por dia, e às vezes até mais.

Liang Xingyu, chefe da 24ª equipe médica chinesa, disse que a equipe de 12 profissionais já tratou mais de 6.000 pacientes e realizou mais de 1.300 cirurgias desde sua chegada em agosto de 2025.

A equipe também introduziu nove novas tecnologias médicas, contribuindo para aprimorar a capacidade local de diagnóstico e tratamento, acrescentou Liang.

Recordando a primeira parotidectomia total com preservação do nervo facial realizada em Djibuti em dezembro de 2025, conduzida pelo cirurgião bucomaxilofacial Yan Xingquan, pelo otorrinolaringologista Ren Kai e por médicos locais, Warsama Ibrahim Arreh, chefe do departamento de otorrinolaringologia do hospital, disse que o caso era extremamente complexo, com recursos limitados e condições desafiadoras que aumentaram a dificuldade.

Apesar dos desafios, a cirurgia foi concluída, preservando a função do nervo facial do paciente, disse ele. "Trabalhar com os médicos chineses em um caso tão difícil foi a decisão certa".

Este ano marca o 45º aniversário do envio de equipes médicas chinesas a Djibuti.

Desde 1981, mais de 200 profissionais de saúde chineses atuaram no país, oferecendo tratamento, treinando a equipe local e fortalecendo a capacidade do sistema de saúde, fortalecendo assim a amizade entre os dois países.

Em 31 de agosto de 2025, enquanto a 23ª equipe médica chinesa se preparava para retornar para casa após concluir sua missão, o primeiro-ministro do Djibuti, Abdoulkader Kamil Mohamed, concedeu a todos os 12 profissionais a Medalha do Dia da Independência, a mais alta honraria concedida pelo país a seus cidadãos e amigos internacionais.

O primeiro-ministro elogiou as contribuições da equipe, observando que sua experiência e dedicação altruísta melhoraram significativamente a saúde e o bem-estar do povo djibutiano.

"Isso é uma inspiração para nós", disse Liang, acrescentando que a equipe continuará contribuindo para a saúde e o desenvolvimento do povo do Djibuti. 

Liang Xueling, médica da 24ª equipe médica chinesa em Djibuti, faz tratamento de acupuntura em um paciente no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do país, em 12 de abril de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)

Nie Xiaodong, médico da 24ª equipe médica chinesa em Djibuti, avalia a recuperação de um paciente após cirurgia no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do país, em 12 de abril de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)

Pacientes aguardam atendimento médico no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do país, em 12 de abril de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)

Foto tirada em 12 de abril de 2026 mostra edifício da amizade sino-djibutiana no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do Djibuti. (Xinhua/Geng Xinning)

Liang Xingyu, chefe da 24ª equipe médica chinesa em Djibuti, examina um paciente no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital de Djibuti, em 5 de novembro de 2025. (24ª equipe médica chinesa em Djibuti/Divulgação via Xinhua)

Zhu Jian (centro), médico da 24ª equipe médica chinesa em Djibuti, e médicos locais aplicam anestesia em uma criança no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do país, em 12 de abril de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)

Lai Zhiyong, médico da 24ª equipe médica chinesa em Djibuti, avalia a recuperação de um paciente após cirurgia no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do país, em 12 de abril de 2026. (Xinhua/Geng Xinning)

Foto tirada em 12 de abril de 2026 mostra vista do Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do país. (Xinhua/Geng Xinning)

Yan Xingquan (esquerda) e Ren Kai (centro), ambos médicos da 24ª equipe médica chinesa em Djibuti, e um médico local realizam a primeira parotidectomia total com preservação do nervo facial em Djibuti, no Hospital Geral Peltier, na Cidade de Djibuti, capital do país, em 25 de dezembro de 2025. (24ª equipe médica chinesa em Djibuti/Divulgação via Xinhua)

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