Beijing, 3 mai (Xinhua) -- O Ministério do Comércio da China emitiu no sábado um ordem proibindo qualquer reconhecimento, implementação ou conformidade com as sanções impostas pelos Estados Unidos sobre cinco empresas chinesas com base de seus alegados envolvimentos nas transações de petróleo iraniano.
As cinco empresas são a Hengli Petrochemical (Dalian) Refining Co., Ltd., a Shandong Shouguang Luqing Petrochemical Co., Ltd., a Shandong Jincheng Petrochemical Group Co., Ltd., a Hebei Xinhai Chemical Group Co., Ltd. e a Shandong Shengxing Chemical Co., Ltd.
De acordo com o comunicado da pasta, as medidas dos EUA incluem colocar as empresas na Lista de Nacionais Especialmente Designados, congelando seus ativos e proibindo transações com elas.
Desde 2025, os Estados Unidos, por meio de decretos executivos direcionados a outros países, impuseram sanções a essas empresas chinesas por seu suposto envolvimento em transações de petróleo com o Irã, afirmou no sábado um porta-voz do ministério, em resposta à proibição.
As medidas dos EUA, disse o porta-voz, proíbem ou restringem indevidamente as atividades econômicas e comerciais normais entre empresas chinesas e países terceiros, bem como seus cidadãos, pessoas jurídicas ou outras organizações, violando o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais.
Para salvaguardar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento, e para proteger os direitos e interesses legítimos dos cidadãos chineses, pessoas jurídicas e outras organizações, o ministério emitiu a proibição com base nas Regras para Combater a Aplicação Extraterritorial Injustificada de Legislação Estrangeira e Outras Medidas, observou o porta-voz.
O porta-voz reiterou que o governo chinês se opõe consistentemente a sanções unilaterais que carecem de autorização das Nações Unidas e de base no direito internacional.
Uma ação concreta para implementar as acima referidas Regras de acordo com a lei, a emissão da proibição não afeta o cumprimento das obrigações internacionais da China, nem afeta a proteção pela China dos direitos e interesses legítimos das empresas com investimento estrangeiro de acordo com a lei, acrescentou o porta-voz.
O ministério continuará a monitorar de perto a aplicação extraterritorial indevida de leis e medidas estrangeiras e tomará medidas futuras em conformidade com a lei caso tais situações venham a ocorrer, afirmou o porta-voz.

