Beijing, 4 mai (Xinhua) -- Em Qingdao, cidade portuária no leste da China, que também abriga uma importante base de construção naval, a CSSC Engine Co., Ltd. entregou recentemente o primeiro motor marítimo de baixa velocidade movido a amônia do país, marcando um avanço no campo de propulsão marítima com emissão zero de carbono.
A CSSC Engine formou parcerias com mais de 130 empresas de diferentes países e regiões, incluindo Japão, República da Coreia, Suíça, Alemanha e Itália, integrando tecnologias avançadas e componentes de alta qualidade para desenvolver motores movidos a gás natural liquefeito (GNL), metanol e amônia para embarcações comerciais.
A coordenação tecnológica com parceiros em toda a cadeia de suprimentos permitiu a produção e entrega de alto padrão, ajudando a atrair mais pedidos de clientes globais, disse Chen Yifang, vice-gerente-geral da líder da cadeia industrial em motores marítimos de baixa velocidade.
Fabricantes como a CSSC Engine sustentam o papel da China nas cadeias de suprimentos globais. A China está reforçando sua posição como polo-chave nas cadeias de suprimentos globais, à medida que se transforma de uma potência em fabrico tradicional e aprofunda a integração com redes industriais internacionais, ajudando a proteger a estabilidade das cadeias de suprimentos globais.
A China é o único país do mundo que engloba todas as categorias industriais na classificação industrial das Nações Unidas, oferecendo resiliência e capacidade de resposta incomparáveis em termos de capacidades das cadeias industriais e de suprimentos. Em 2025, o valor agregado da indústria de manufatura da China representou quase 30% do total global. O setor manufatureiro do país permaneceu como o maior do mundo por 16 anos consecutivos.
Na fábrica da China YTO Group Corporation em Luoyang, na Província de Henan, no centro da China, tratores saem das linhas de montagem, com um trator de rodas de 180 cavalos de potência incorporando mais de 1.300 componentes. A empresa trabalha com mais de 700 fornecedores.
"Uma única máquina depende de um vasto sistema de cadeias de suprimentos", observou Su Wensheng, vice-chefe do Partido da China YTO Group e vice-gerente-geral da First Tractor Company Limited.
A YTO vende seus tratores para mais de 100 países e regiões, incluindo os mercados na Ásia Central, Europa Oriental, América do Sul e África. A empresa também estabeleceu fábricas de montagem em países como Cazaquistão e Sérvia, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento em Belarus.
Su afirmou que a empresa está mudando de exportar produtos acabados para construir cadeias industriais e de suprimentos globalizadas, incluindo a montagem no exterior usando módulos desmontados.
Com o crescimento no comércio de bens intermediários, a China está se integrando cada vez mais às cadeias industriais globais, impulsionando a industrialização em regiões como o Sudeste Asiático e a África.
Wang Jun, vice-chefe da Administração Geral das Alfândegas, afirmou que o comércio desse tipo foi um fator-chave para o crescimento das exportações em 2025, oferecendo um apoio crucial à cooperação industrial global.
Dados mostram que a dependência global em relação à China para o comércio de bens intermediários atingiu 16% em 2023, destacando seu papel como nó central na cadeia de valor de produção global.
Em seu 15º Plano Quinquenal (2026-2030), a China se comprometeu a expandir o comércio de bens intermediários e orientar a distribuição internacional das cadeias industriais e de suprimentos de maneira racional e ordenada.
O desenvolvimento da logística está fortalecendo o papel das cadeias de suprimentos da China. Zhengzhou, capital da Província de Henan, se tornou um importante polo de transporte interno, com os trens de carga China-Europa conectando mais de 140 cidades em mais de 40 países e as rotas aéreas de carga ligando 73 cidades em 32 países.
O Zhongyu Aviation Group planeja replicar o bem-sucedido modelo de polo duplo Zhengzhou-Luxemburgo em todas as outras principais regiões de Cinturão e Rota até 2030.
"O modelo de polo duplo ajuda a estabilizar as cadeias de suprimentos globais, particularmente para os bens de alto valor e sensíveis ao tempo", enfatizou Zhang Mingchao, presidente do Zhongyu Aviation.
Lan Qingxin, professor da Universidade de Negócios e Economia Internacionais, ressaltou que a China emergiu como polo-chave para o fluxo eficiente de bens e fatores de produção globais.
Um sistema logístico altamente interconectado permite que a China participe da divisão global do trabalho com alta confiabilidade e eficiência nas entregas, consolidando assim a posição do país como eixo fundamental nas cadeias de suprimentos globais, acrescentou Lan. Fim

