Fórum sino-árabe de mídia e think tanks reflete determinação do Sul Global em promover desenvolvimento compartilhado-Xinhua

Fórum sino-árabe de mídia e think tanks reflete determinação do Sul Global em promover desenvolvimento compartilhado

2026-05-15 11:03:40丨portuguese.xinhuanet.com

* Mais do que uma simples conferência, o fórum é um retrato do papel em evolução do Sul Global.

* A cooperação sino-árabe é há muito considerada um modelo para a colaboração Sul-Sul. Neste fórum, as discussões se concentraram em traduzir esse potencial em resultados tangíveis na mídia e em outros setores-chave.

* Os participantes do evento enfatizaram que a China defende consistentemente a soberania nacional, respeita o direito internacional e promove o multilateralismo, ao mesmo tempo que busca ativamente fortalecer o status e a influência das nações do Sul Global no sistema internacional.

Cairo, 13 mai (Xinhua) -- "Quem viaja em companhia vai longe", um provérbio árabe, foi frequentemente citado na Conferência de Parceria Sino-Árabe do Fórum de Mídia e Think Tanks do Sul Global, realizada de terça a quarta-feira.

Organizado conjuntamente pela Agência de Notícias Xinhua e pela Liga dos Estados Árabes, o fórum de dois dias reuniu cerca de 250 delegados de aproximadamente 110 veículos de comunicação, centros de estudos, instituições governamentais, empresas da China e de países árabes, além de organizações internacionais e regionais.

Tendo como pano de fundo o papel em evolução do Sul Global, o encontro, sob o tema "Unindo Sabedoria, Embarcando em uma Nova Jornada: Construindo Conjuntamente uma Comunidade Sino-árabe com Futuro Compartilhado", visa aprofundar o aprendizado mútuo, incentivar o consenso sobre o desenvolvimento e contribuir para a construção de uma comunidade sino-árabe de alto nível com futuro compartilhado.

Foto tirada em 12 de maio de 2026 mostra painel digital para a Conferência de Parceria Sino-árabe do Fórum de Mídia e Think Tanks do Sul Global, na sede da Liga dos Estados Árabes, no Cairo, Egito. (Xinhua/Liu Lei)

PAPEL EM EVOLUÇÃO DO SUL GLOBAL

Mais do que uma simples conferência, o fórum é um retrato do papel em evolução do Sul Global. Com seu rápido desenvolvimento econômico, o Sul Global exerce maior influência política. Em fóruns multilaterais, as nações em desenvolvimento falam com uma voz mais unificada sobre mudanças climáticas, segurança alimentar, alívio da dívida e um sistema de governança global mais justo.

Zhou Pingjian, vice-presidente do Instituto das Relações Exteriores do Povo Chinês, destacou a escala histórica dessa mudança.

"A marcha conjunta rumo à modernização pelos países do Sul Global é um evento importante na história mundial e um feito sem precedentes no processo da civilização humana", disse Zhou.

Os mecanismos de cooperação regional também estão ganhando terreno. De um BRICS expandido a uma África mais unificada e uma Liga Árabe proativa, organizações regionais, incluindo a Organização de Cooperação de Shanghai e a Associação de Nações do Sudeste Asiático, estão ampliando o escopo de sua cooperação.

Ahmed al-Saeed, presidente do Grupo Cultural Bayt Al-Hekma, no Egito, observa que o Sul Global está deixando de ser um ator passivo para se tornar um participante ativo, construindo seu próprio espaço.

"Não é mais apenas uma arena para a competição entre grandes potências, mas também apresenta participantes que buscam ativamente encontrar seu próprio posicionamento dentro de um sistema internacional que continua evoluindo", disse al-Saeed.

Visitantes em uma exposição de arte sino-árabe na sede da Liga dos Estados Árabes, no Cairo, Egito, em 12 de maio de 2026. (Xinhua/Liu Lei)

MODELO DE SOLIDARIEDADE

A cooperação sino-árabe tem sido considerada um modelo de colaboração Sul-Sul. Neste fórum, as discussões se concentraram em traduzir esse potencial em resultados tangíveis na mídia e em outros setores-chave.

Os participantes destacaram que a Iniciativa Cinturão e Rota (ICR), proposta pela China, continua sendo um motor vital, alinhando as necessidades de desenvolvimento dos países árabes com o conhecimento técnico chinês.

"A China se transformou de um mero parceiro comercial em um investidor estratégico e financiador de infraestrutura, construindo estradas, pontes, ferrovias, portos e usinas de energia no âmbito da ICR", disse Najeh Missaoui, presidente e diretor-executivo da Agência de Notícias Túnis África.

De fato, a China já assinou documentos de cooperação da ICR com todas as 22 nações árabes e com a Liga Árabe, e permanece como o maior parceiro comercial da região há anos.

Apresentados na 10ª Conferência Ministerial do Fórum de Cooperação China-Estados Árabes, os "cinco pilares da cooperação" propostos pela China visam elevar as relações bilaterais a um novo patamar. Esse plano prioriza o crescimento impulsionado pela inovação, a expansão dos investimentos, as parcerias energéticas, o comércio equilibrado e laços de boa vizinhança mais estreitos.

Foto tirada por drone em 5 de dezembro de 2025 mostra canteiro de obras do túnel Abu Dhabi 1B em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. (China Railway Tunnel Group/Divulgação via Xinhua)

Aproveitando esse impulso, a China treinou milhares de profissionais em diversas áreas para seus parceiros árabes, transformando iniciativas colaborativas em conquistas concretas. Os resultados são evidentes em uma variedade de setores avançados, como a rede 5G. A cooperação Sul-Sul abrange desde tecnologia de satélite e de satélite até ferrovias, refinarias, energia limpa, parques industriais e inteligência artificial.

Mais importante ainda, especialistas enfatizaram que esse modelo de cooperação não visa formar blocos excludentes, mas sim preencher a lacuna deixada por mecanismos de governança global ineficazes.

Samir Gaid, diretor do Serviço de Imprensa da Argélia, disse que a cooperação Sul-Sul se tornou um pilar da política externa dos países árabes, que defende "um mundo multipolar baseado na solidariedade, cooperação e não interferência em assuntos internos".

NOVO CAPÍTULO NA PARCERIA

O mundo tem sido abalado por crises sucessivas nos últimos anos. "Vivemos em uma era em que as crises se sobrepõem e os desafios ignoram fronteiras, desde conflitos armados até mudanças climáticas e o aumento da desigualdade", disse Ibrahim Hadiya Al-Majbari, diretor da Agência de Notícias Líbia, no fórum. "Diante desse cenário complexo, o sistema de governança global está lutando para lidar com a situação sozinho".

Nesse contexto, Carlos Maria Correa, diretor-executivo do Centro Sul, argumentou que a paz, a estabilidade e o desenvolvimento não podem ser alcançados isoladamente.

"Nenhuma nação, por mais poderosa que seja, pode resolver os desafios globais sozinha. Da mesma forma, nenhum país é pequeno demais para dar uma contribuição significativa. Devemos substituir o pensamento de soma zero pela cooperação mútua", disse ele.

Os participantes do evento enfatizaram que a China defende consistentemente a soberania nacional, respeita o direito internacional e promove o multilateralismo, buscando ativamente fortalecer o status e a influência das nações do Sul Global dentro do sistema internacional.

Khaled Mahmoud Orabi, chefe de relações exteriores do Muscat Media Group, disse que a China e os Estados árabes ampliaram sua cooperação além das expectativas por meios pacíficos.

"A China demonstrou uma forte abordagem de cooperação criativa, além de práticas de cooperação frutíferas e benéficas para todos", destacou Orabi.

Foto tirada em 12 de maio de 2026 mostra cena da Conferência de Parceria Sino-árabe do Fórum de Mídia e Think Tanks do Sul Global, na sede da Liga dos Estados Árabes, no Cairo, Egito. (Xinhua/Liu Lei)

Kawa Mahmoud, presidente do Centro de Pesquisa da Iniciativa de Civilização Global, alertou que o mundo está em um dilema, diante da escolha entre unidade e divisão, entre abertura e confronto.

"Fortalecer a governança global e promover a institucionalização e o Estado de Direito nas relações internacionais são passos indispensáveis ​​para alcançar segurança e prosperidade compartilhadas", disse ele.

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