São Paulo, 19 mai (Xinhua) -- A Associação de Escritores da China e a Universidade Estadual Paulista realizaram em 14 de maio, no Memorial da América Latina, em São Paulo, o evento "Dia da Literatura Chinesa". O escritor chinês Mo Yan e sua delegação participaram de intercâmbios com escritores brasileiros e de encontros com leitores e meios de comunicação. Mais de 200 pessoas estiveram presentes no evento.
Mo Yan e o renomado escritor brasileiro, Milton Hatoum, trocaram opiniões sobre criação literária, avanço tecnológico e intercâmbio entre civilizações, além de participarem do lançamento de obras de escritores chineses traduzidas para o português. Os jovens escritores chineses Sonam Tsering e Yang Zhihan também apresentaram aos leitores brasileiros os temas da nova geração da literatura chinesa.
Ao compartilhar suas experiências de viagem à região amazônica, Mo Yan despertou forte interesse entre os leitores brasileiros. Em entrevista à Xinhua, ele afirmou que, embora a tecnologia esteja mudando o modo de vida das pessoas, as emoções humanas mais fundamentais não se alteram facilmente, razão pela qual a literatura consegue transcender língua, tempo e espaço, criando ressonância entre leitores de diferentes culturas.
Mo Yan acrescentou que a China está passando por profundas transformações sociais e que uma das tarefas dos escritores é retratar os "os novos indivíduos" surgidos no processo das mudanças da época.
Hatoum afirmou que o aspecto mais fascinante da literatura é sua capacidade de permitir que os leitores entrem em contato com as emoções, as memórias e a realidade social de outro país. Segundo ele, a literatura chinesa e a brasileira compartilham semelhanças em temas como memória e experiências da infância, aproximando pessoas de diferentes línguas e culturas.

