Rio de Janeiro, 1º jul (Xinhua) -- O governo brasileiro lamentou nesta quarta-feira a adoção, pela União Europeia, de novas restrições quantitativas e o aumento das tarifas sobre produtos siderúrgicos fora da cota.
Em comunicado, o governo afirmou que a medida, que se aplica à grande maioria dos parceiros comerciais da UE, reduz ainda mais o acesso de produtos siderúrgicos ao mercado europeu mesmo após o fim da salvaguarda adotada pela UE em 2018.
O Brasil, que também sofre com a supercapacidade global no setor, mantém o compromisso de abordar a questão nos fóruns competentes, notadamente o Fórum Global sobre Excesso de Capacidade Siderúrgica, diz o comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.
Impor restrições comerciais a países que não são a causa do problema não contribui para encontrar uma solução eficaz e pode levar a uma escalada das medidas de defesa comercial, acrescentou.
Até o momento, não houve acordo entre o Brasil e a UE sobre a compensação a ser oferecida ao país pelo aumento das tarifas sobre produtos siderúrgicos, nos termos do Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT).
Segundo o comunicado, o sistema de cotas implementado hoje pela União Europeia constitui uma medida unilateral e não configura um mecanismo de compensação do ponto de vista do governo brasileiro.
O governo brasileiro também reiterou seu compromisso de continuar as negociações com a UE, com vistas a encontrar uma solução aceitável e mutuamente benéfica.

