Rio de Janeiro, 1º jul (Xinhua) -- As exportações da indústria de defesa do Brasil aumentaram 29% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado, informou o Ministério da Defesa nesta quarta-feira, atribuindo o resultado à crescente competitividade internacional do setor e à expansão dos mercados para produtos brasileiros.
O crescimento consolida a trajetória de expansão da Base Industrial de Defesa (BID), considerada estratégica pelo governo brasileiro por sua capacidade de impulsionar a inovação tecnológica, gerar empregos altamente qualificados e fortalecer a soberania nacional.
Segundo o ministério, o aumento foi impulsionado pela maior demanda externa por aeronaves, embarcações, veículos militares, sistemas de comunicação, radares, equipamentos eletrônicos e outras soluções de alta tecnologia desenvolvidas por empresas brasileiras.
O Brasil exporta atualmente produtos e serviços de defesa para aproximadamente 150 países, incluindo parceiros na América Latina, África, Europa, Ásia e Oriente Médio. As autoridades enfatizaram que a diversificação de mercado reduziu a dependência de compradores específicos e expandiu a presença internacional da indústria nacional.
O Ministério da Defesa observou que o aumento das exportações também reflete a estratégia do governo de fortalecer a promoção comercial do setor por meio da participação em feiras internacionais, missões empresariais e acordos de cooperação com outros países.
A Base Industrial de Defesa do Brasil é composta por centenas de empresas que fabricam desde aeronaves militares e sistemas de vigilância até veículos blindados, embarcações, satélites, equipamentos cibernéticos, armamentos e soluções de comunicação segura. O setor também mantém estreita ligação com universidades e centros de pesquisa, fomentando o desenvolvimento de tecnologias de dupla utilização para aplicações militares e civis.
Segundo o Ministério da Defesa, o fortalecimento dessa indústria contribui para elevar o conteúdo tecnológico das exportações brasileiras, atrair investimentos e estimular a criação de empregos altamente especializados.
O governo disse que continuará promovendo políticas para aumentar a competitividade internacional da indústria de defesa e expandir a presença de empresas brasileiras em novos mercados, com o objetivo de manter o ritmo de crescimento observado no primeiro semestre e alcançar um novo recorde de exportações até o final de 2026.

