
Xining, 7 jun (Xinhua) -- Foram realizados de 3 a 6 de julho em Xining, capital da Província de Qinghai, no noroeste da China, o Encontro de Cooperação Comercial e Cultural Qinghai - Macau e Países de Língua Portuguesa e a 18ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa - Estação de Qinghai. Na ocasião, as empresas das duas partes assinaram acordos para nove projetos importantes, abrangendo áreas-chave como cooperação econômico-comercial, turismo, cultura e medicina tradicional chinesa e tibetana.
Yin Ranping, vice-diretor da Namyue Group, empresa sediada em Macau dedicada ao abastecimento de produtos perecíveis, disse que 1.500 ovelhas de Qinghai já foram enviadas a Macau, e vários produtos de carne de iaque estão no mercado local. "O plano da empresa é mantar a oferta de vegetais de clima frio e de frutas como goji berry de Qinghai, usando Macau como porta de entrada para os países de língua portuguesa e também para o mercado da Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau", avaliou ele.
A escolha de Qinghai como sede destes eventos deveu-se fundamentalmente à forte complementaridade entre os recursos naturais da província e a plataforma internacional de Macau. As atividades representaram uma oportunidade estratégica para Qinghai ampliar sua abertura e se integrar ao novo padrão de desenvolvimento do país.
Liu Wei, da Qinghai Zongbao Yak Supply Chain Co., Ltd, assinou um contrato com a Agência Comercial Nam Yue Luen Fung para o fornecimento de produtos agropecuários a Macau. Ele destacou que, apesar dos mais de 2.500 km de distância, a parceria vai levar produtos orgânicos de alta qualidade direto à mesa dos moradores de Macau, abrindo não só o mercado local, mas também criando bases sólidas para expandir para a Grande Área da Baía e para os países de língua portuguesa.
Como um importante polo da Iniciativa Cinturão e Rota e elo do novo corredor terrestre-marítimo ocidental, Qinghai dispõe de vantagens em produtos agropecuários orgânicos, medicina tradicional tibetana, energias limpas e, mais recentemente, na sinergia entre computação verde e energia elétrica. Macau, por sua vez, é um elo essencial da Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e uma ponte privilegiada para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa, com forte vocação internacional.
Já na Conferência de Promoção de Intercâmbio Econômico e Comercial Qinghai-Macau 2025, as duas regiões firmaram 22 projetos de cooperação nas áreas de comércio, educação, turismo cultural, medicina tradicional chinesa e finanças.
O secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, referiu que este ano a expansão da semana cultural para Qinghai, em articulação com a realização do encontro comercial, traduz-se em uma medida concreta para a implementação do acordo de cooperação entre o Secretariado e a Província de Qinghai alcançado em 2025.
O embaixador de Cabo Verde na China, Arlindo Nascimento do Rosário, sublinhou que existem áreas que constituem um denominador comum para a cooperação sino-lusófona, principalmente as áreas de infraestrutura e energias renováveis, cadeia de valor alimentar, ecoturismo, inovação tecnológica, bem como comércio e financiamento.
O embaixador observou que Qinghai oferece oportunidades imensas e registra um rápido ritmo de desenvolvimento, manifestando interesse no desenvolvimento de energias renováveis e no setor de mineração local.

