Beijing, 14 jul (Xinhua) -- Ma Xingrui, ex-alto funcionário chinês, foi expulso do Partido Comunista da China (PCCh) e demitido de cargos públicos por graves violações da disciplina do Partido e das leis, confirmou nesta terça-feira um comunicado oficial.
Ma foi investigado pela Comissão Central de Inspeção Disciplinar do PCCh e pela Comissão Nacional de Supervisão. Um relatório da investigação foi analisado e aprovado pelo Birô Político do Comitê Central do PCCh em uma reunião realizada em 30 de junho.
A investigação constatou que Ma violou a disciplina política, organizacional e de integridade, ajudou familiares a adquirir imóveis a preços abaixo do mercado, se envolveu em transações de "poder por sexo" e "dinheiro por sexo", e permitiu que familiares explorassem a influência de seu cargo para obter enormes benefícios, disse o comunicado.
Segundo o documento, Ma buscou benefícios para terceiros em operações comerciais, contratação de projetos e promoção do emprego, além de ter aceitado ilegalmente grande número de dinheiro e objetos de valor, pessoalmente ou em conluio com parentes ou outros colaboradores íntimos.
As autoridades observaram que a conduta de Ma violou gravemente a disciplina do Partido, constituiu graves violações no exercício de suas funções e levantou suspeitas do crime de suborno, descrevendo o caso como particularmente sério, com um impacto extremamente negativo.
Conforme os regulamentos do Partido e as leis, uma decisão foi tomada para expulsar Ma do Partido, o destituir do cargo público e confiscar seus ganhos ilícitos. Ele também foi privado de suas qualificações como delegado do 20º Congresso Nacional. Seu caso suspeito de crime foi transferido aos procuradores para análise e processo judicial, de acordo com a lei, afirmou o comunicado.
A decisão de expulsar Ma do Partido aguarda confirmação em uma futura sessão plenário do Comitê Central do PCCh.

