
Pessoas visitam a área de exposição do Manufacturing Indaba 2026 em Joanesburgo, África do Sul, em 14 de julho de 2026. (Xinhua/Chen Wei)
À margem do Manufacturing Indaba 2026, realizado em Joanesburgo na quarta-feira, Rhyan Injendi, adido comercial do Quênia na Alta Comissão em Pretória, disse à Xinhua que o sucesso da China demonstra a importância do planejamento estratégico e da implementação consistente.
Por Ntandoyenkosi Ncube
Joanesburgo, 16 jul (Xinhua) -- Fabricantes e autoridades comerciais africanas instaram o continente a tirar lições da transformação industrial da China, fortalecendo o planejamento de longo prazo, investindo em inovação e capacitação, e buscando um caminho de desenvolvimento adequado às condições da própria África.
À margem do Manufacturing Indaba 2026, realizado em Joanesburgo na quarta-feira, Rhyan Injendi, adido comercial do Quênia na Alta Comissão em Pretória, disse à Xinhua que o sucesso da China demonstra a importância do planejamento estratégico e da implementação consistente.
"Para alcançarmos resultados na industrialização, devemos primeiro ter um plano claro, apoiado por pesquisas e metas bem definidas. A China planeja primeiro, desenvolve um programa de ação e, depois, o implementa passo a passo", disse ele.
Para Tapiwa Samanga, diretor-presidente (CEO) do grupo da Associação de Tecnologias de Produção da África do Sul, um dos maiores pontos fortes da China está na sua capacidade de coordenar o desenvolvimento industrial e construir ecossistemas de manufatura globalmente competitivos.
Ao relembrar uma visita recente a Shanghai, Samanga disse ter ficado impressionado com a concentração de fabricantes avançados e com os fortes polos industriais que sustentam a competitividade da China.
"Eles identificam setores estratégicos e constroem ecossistemas industriais inteiros em torno deles. Visitamos uma área onde havia cerca de 3.000 oficinas de ferramentaria globalmente competitivas. Esse nível de concentração torna a concorrência muito difícil", disse ele.
À medida que o mercado consumidor da África continua crescendo, Samanga disse que o continente deve incentivar parcerias com investidores chineses de formas que fortaleçam as indústrias locais, facilitem a transferência de tecnologia e ajudem os fabricantes africanos a se integrarem às cadeias globais de valor.

Participantes conversam no Manufacturing Indaba 2026 em Joanesburgo, África do Sul, em 14 de julho de 2026. (Xinhua/Chen Wei)
Muntanga Lindunda, CEO da Associação de Fabricantes da Zâmbia, disse que a África deve adotar a inovação e a automação para aumentar a competitividade, reconhecendo, ao mesmo tempo, que o modelo de desenvolvimento da China não pode ser simplesmente replicado.
Observando que a China construiu sua força por meio da produção em larga escala e da inovação contínua, ela disse que os países africanos devem adaptar essas experiências às suas próprias circunstâncias e aproveitar a cooperação regional para impulsionar a industrialização.
O Manufacturing Indaba é uma plataforma anual dedicada a promover a reindustrialização da África, apoiando a manufatura local, facilitando investimentos e fortalecendo parcerias industriais.
O evento deste ano reuniu mais de 500 participantes de todo o continente para discutir estratégias voltadas a impulsionar a industrialização, os investimentos e a cooperação regional na manufatura.


