Beijing, 20 jul (Xinhua) -- Uma subestação pré-fabricada de 400 quilovolts foi energizada recentemente em Omã. A instalação é formada por quatro unidades integradas, funcionalmente independentes e operadas de forma coordenada, que reúnem 24 módulos funcionais padronizados.
O projeto, a fabricação, a montagem e os testes de integração do sistema foram realizados na China, fora do canteiro de obras. Depois de transportados por via marítima até Omã, os módulos foram montados e conectados no local.
Segundo a Qingdao TGOOD, contratada para o projeto, uma subestação convencional leva de 18 a 24 meses para entrar em operação. Em Omã, todo o processo foi concluído em menos de seis meses.
As subestações pré-fabricadas concentram na fábrica grande parte do trabalho, permitindo que a produção avance junto com as obras civis. Com escala industrial, cadeia de fornecimento e capacidade de engenharia, as empresas chinesas reduzem custos e prazos de entrega.
A demanda externa por transformadores e subestações pré-fabricadas de origem chinesa continua crescendo. A TGOOD informou que o número de projetos entregues no exterior aumentou 30% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior.
No mesmo período, as exportações de equipamentos elétricos da Província de Shandong, no leste, somaram 26,73 bilhões de yuans (cerca de US$ 3,95 bilhões), alta anual de 9,3%. Os principais destinos foram a União Europeia, o Oriente Médio e a África.
A China já é a maior produtora mundial de transformadores. Cai Yiqing, secretário-geral da divisão de equipamentos elétricos do Conselho de Eletricidade da China, afirmou que o país responde por cerca de 60% da capacidade produtiva global do setor e conta com uma cadeia industrial completa.
A construção de centros de dados tornou-se um dos principais motores dessa demanda. Antes de entrar em operação, essas instalações precisam garantir um fornecimento de energia amplo e estável. Transformadores, subestações, sistemas de armazenamento e fontes de energia de reserva passaram a integrar a infraestrutura necessária ao processamento de dados.
Segundo a Agência Internacional de Energia, o consumo de eletricidade dos centros de dados aumentou 17% em 2025, bem acima do crescimento de cerca de 3% da demanda elétrica global. A agência estima que esse consumo poderá dobrar até 2030, enquanto o dos centros dedicados à inteligência artificial poderá triplicar.

