Rio de Janeiro, 24 jul (Xinhua) -- A Amazônia Legal brasileira concentra 48,2% de todos os processos para minerais críticos e estratégicos do país, embora a produção regional permaneça limitada a um pequeno grupo de substâncias, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
O relatório, intitulado "Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos - Diagnóstico Setorial", foi elaborado para subsidiar os debates em torno da construção de uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e destaca a diferença entre o potencial geológico da região e seu aproveitamento efetivo.
Atualmente, a produção amazônica concentra-se principalmente em ferro, bauxita, cobre e ouro, enquanto minerais considerados fundamentais para o país, como terras raras, cobalto e potássio, ainda não são produzidos na região.
Segundo o estudo, entre 2006 e 2024, foram investidos 40,4 bilhões de reais (US$ 7,95 bilhões) em minas e usinas de beneficiamento de minerais estratégicos na Amazônia Legal, excluindo o minério de ferro. Em 2024, o cobre representou 31,3% desses investimentos, seguido por níquel (19,8%), alumínio (18,7%), ouro (17,2%) e manganês (11,3%).
Os investimentos em pesquisa mineral atingiram 4,9 bilhões de reais (US$ 964 milhões) entre 2003 e 2024. Desse total, 65,8% foram destinados ao ouro e 19,1% ao cobre, refletindo a baixa diversificação da pesquisa de outros minerais considerados estratégicos.

