Rio de janeiro, 24 jul (Xinhua) -- O Conselho Monetário Nacional (CMN) do Brasil aprovou nesta quinta-feira uma nova linha de crédito de até 10 bilhões de reais (US$ 2 bilhões) para financiar a inovação tecnológica e a modernização do agronegócio, pilar fundamental da economia brasileira, com o objetivo de aumentar a produtividade e fortalecer a competitividade do setor.
Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e serão administrados pela Agência de Financiamento de Estudos e Projetos (Finep), diretamente ou por meio de bancos de desenvolvimento, instituições financeiras oficiais e outros agentes credenciados. O CMN aprovou a medida como parte dos esforços do governo para ampliar a disseminação de tecnologias nacionais na produção agrícola.
A linha de crédito financiará projetos para a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas de alta tecnologia desenvolvidos no Brasil, incluindo tratores, colheitadeiras, semeadoras, pulverizadores, equipamentos para agricultura de precisão, soluções de conectividade rural e soluções digitais para o setor agrícola. Produtores rurais, cooperativas, empresas e pessoas físicas elegíveis também poderão acessar esses recursos.
A iniciativa visa acelerar a adoção de tecnologias inovadoras no setor agrícola, estimular a produção nacional de bens de capital e fortalecer a indústria brasileira de máquinas e equipamentos, promovendo, ao mesmo tempo, uma agricultura mais eficiente e sustentável.
Essa decisão complementa outras medidas recentes do governo para ampliar o acesso do agronegócio ao financiamento para inovação e digitalização, incluindo a inclusão de produtores rurais individuais e empresários individuais como beneficiários de empréstimos do Fundo de Apoio ao Trabalhador (FAT), administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O agronegócio é um dos principais motores da economia brasileira e desempenha um papel fundamental nas exportações do país. Com essa nova linha de financiamento, o governo pretende acelerar a adoção de novas tecnologias, aumentar a produtividade agrícola e consolidar a liderança do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo.

