Reguladora chinesa multa operador da Ctrip por abusos de posição de monopólio-Xinhua

Reguladora chinesa multa operador da Ctrip por abusos de posição de monopólio

2026-07-25 16:52:30丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 25 jul (Xinhua) -- A Administração Estatal para Regulação do Mercado da China informou neste sábado que impôs sanções administrativas ao Grupo Trip.com, operador da plataforma de viagens Ctrip, por abusar de sua posição dominante no mercado, violando a lei antimonopólio do país.

Segundo a reguladora, a empresa foi condenada a devolver 1,658 bilhão de yuans (US$ 244 milhões) em ganhos ilegais e pagar uma multa de 3,521 bilhões de yuans, elevando o valor total da penalidade para 5,179 bilhões de yuans.

A reguladora também ordenou que o grupo reembolsasse 122 milhões de yuans em fundos de reserva de pedidos de hotéis que haviam sido deduzidos à força dos operadores hoteleiros, adotasse medidas de retificação abrangente e divulgasse publicamente suas ações corretivas.

O Trip.com, a maior plataforma de viagens online da China, fornece serviços como reservas de hotéis, vendas de bilhetes de transporte e pacotes de férias.

De acordo com a reguladora, ela recebeu várias denúncias em 2025, que alegaram que o Trip.com havia forçado hotéis a aceitar cláusulas contratuais injustas e utilizado meios tecnológicos para influenciar os preços dos hotéis, prejudicando assim a concorrência leal no mercado e reduzindo a lucratividade dos hotéis.

A reguladora iniciou uma investigação em janeiro de 2026, que constatou que o Trip.com tinha abusado de sua posição dominante no mercado chinês de serviços de plataforma de reservas de hotéis online, utilizando seu mecanismo de alocação de tráfego, regras da plataforma e ferramentas técnicas para obrigar certos hotéis a concluir acordos de cooperação exclusivos e oferecer o "preço mais baixo em toda a internet".

Essas práticas restringiram a concorrência leal, limitaram a capacidade dos hotéis de operar em múltiplas plataformas, infringiram sua autonomia na fixação de preços, prejudicaram os interesses dos consumidores e impediram o desenvolvimento saudável do setor, observou a reguladora.

Shi Jianzhong, vice-chefe do grupo consultivo de especialistas da comissão antimonopólio e contra a concorrência desleal do Conselho de Estado, afirmou que a investigação ressaltou o compromisso da China em fortalecer a aplicação antitruste rotineira e promover o desenvolvimento saudável da economia de plataformas.

As empresas de plataforma devem tirar lições do caso, melhorar o cumprimento das regras de concorrência e promover um ambiente de mercado caracterizado por concorrência leal, serviços de qualidade e melhor proteção dos direitos e interesses legítimos das empresas e dos consumidores, acrescentou. 

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