Observatório econômico: Da linha de produção ao centro de inovação: como empresas estrangeiras ampliam sua presença na China-Xinhua

Observatório econômico: Da linha de produção ao centro de inovação: como empresas estrangeiras ampliam sua presença na China

2026-07-26 17:23:15丨portuguese.xinhuanet.com

Tianjin, 26 jul (Xinhua) -- Em uma fábrica de dispositivos médicos na Zona de Livre Comércio do Porto de Tianjin, técnicos em trajes estéreis montam analisadores de coagulação sanguínea totalmente automatizados. Componentes provenientes da Europa e da China são montados e testados antes de serem entregues a hospitais e laboratórios em todo o país.

A unidade é a primeira e única fábrica da empresa francesa de saúde Stago fora da Europa. Mas, após mais de 20 anos na China, a Stago foi além do comércio e da fabricação.

Atualmente, ela realiza pesquisa e desenvolvimento (P&D) na cidade do norte da China, uma mudança que transformou a forma como a empresa opera, disse Sun Xiangchao, diretor da cadeia de suprimentos e produção da empresa na China.

"Não estamos mais apenas enviando produtos para a China ou realocando linhas de produção para cá", disse Sun. "Estamos incorporando capacidades de P&D ao país." Isso, acrescentou, encurtou o "arco reflexo" entre a sede francesa e suas operações chinesas, acelerando drasticamente a tomada de decisões e a inovação.

A evolução reflete uma tendência mais ampla. A China não é mais vista apenas como o chão de fábrica do mundo, mas cada vez mais como uma plataforma global de inovação, um lugar onde empresas estrangeiras não apenas fabricam, mas também desenvolvem novos produtos e tecnologias, às vezes em parceria com empresas chinesas.

A China continua sendo um destino popular para o investimento estrangeiro. Nos primeiros cinco meses deste ano, quase 4 mil empresas com investimento estrangeiro aumentaram seus investimentos na China, segundo o Ministério do Comércio.

Centros de P&D com capital estrangeiro tornaram-se uma parte essencial do sistema de inovação da China, com muitas empresas multinacionais transformando suas operações no país de bases de fabricação a polos de inovação, disse He Yadong, porta-voz do Ministério do Comércio, em abril.

Os centros de P&D estrangeiros na China estão deixando de atender apenas às necessidades de adaptação local para atuarem como eixos de inovação global, acrescentou ele.

Em junho, a gigante farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou um investimento adicional de 200 milhões de yuans (US$ 29,4 milhões) em sua base de produção em Tianjin para expandir sua capacidade de montagem de canetas injetoras. A decisão foi tomada durante uma visita de seu presidente e CEO, Maziar Mike Doustdar.

"Não se pode ignorar a China e a inovação que está acontecendo", disse Doustdar. "Precisamos continuar a integrar muito mais a China à nossa estratégia corporativa e tentar replicar algumas das coisas positivas que estão acontecendo aqui para outros mercados."

A direção da política chinesa apoia a expansão. O 15º Plano Quinquenal do país destaca o avanço da Iniciativa China Saudável e coloca a biomedicina entre suas indústrias estratégicas emergentes.

Para as multinacionais, o cenário está mudando. À medida que a China lidera a inovação industrial por meio da inovação científica e tecnológica, um número crescente de empresas multinacionais está instalando suas operações de P&D e fabricação de alto padrão na China, impulsionando sua competitividade global.

A GE HealthCare inaugurou o Centro de P&D da Sede de Ressonância Magnética no Hemisfério Leste, em Tianjin, no final do ano passado, sua única base de pesquisa em imagem de Ressonância Magnética em nível de sistema fora dos Estados Unidos.

Kelly Londy, presidente e CEO da Ressonância Magnética da GE HealthCare, descreveu a instalação como "uma atualização crítica" na rede global de inovação da empresa. "A China não é apenas um dos mercados de saúde mais dinâmicos do mundo, mas também está emergindo como um motor chave que impulsiona a inovação de ponta no setor", disse Londy.

Uma pesquisa recente da Câmara de Comércio da União Europeia na China, realizada com Roland Berger, revelou que a confiança empresarial entre as empresas europeias na China está se recuperando. O dinâmico ecossistema de P&D da China, o vasto pool de talentos e a rápida comercialização de produtos estão atraindo mais empresas europeias a ampliar suas atividades de P&D no país, segundo a pesquisa.

Jens Eskelund, presidente da câmara, disse que muitas empresas europeias querem aproveitar o ecossistema de inovação da China, mas também precisam lidar com a concorrência acirrada no país. "É preciso ser realmente bom para ter sucesso no mercado chinês." Fim

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