Beijing, 26 jul (Xinhua) -- Pesquisadores chineses alcançaram um grande avanço na clonagem de arroz híbrido, com potencial para transformar fundamentalmente o paradigma convencional da produção anual de sementes e fornecer novo suporte tecnológico para a segurança alimentar global.
Após anos de esforços contínuos, uma equipe liderada pelo pesquisador Wang Kejian, do Instituto Nacional de Pesquisa do Arroz da China, identificou e caracterizou com sucesso um gene endógeno do arroz, ao qual deram o nome de "HUAXU". O estudo, publicado na revista Vita na terça-feira, mostra que o gene HUAXU nos óvulos do arroz híbrido pode induzir eficientemente a partenogênese e produzir descendentes haplóides.
Quando combinadas com uma estratégia de gametas clonados, várias linhagens apomíticas desenvolvidas pela equipe alcançaram eficiências de clonagem próximas a 100%. Sob diversas condições -- incluindo diferentes variedades de arroz híbrido, ao longo de várias gerações, em diversas densidades de plantio e em ensaios de campo em larga escala -- a eficiência de clonagem permaneceu consistentemente acima de 99%, enquanto os rendimentos foram mantidos em níveis normais.
Isso marca a realização inicial da meta de "de 1 a 100" para o sistema de "arroz híbrido de uma linha", representando um passo crítico rumo à visão de "propagação sustentada ao longo das gerações."
A eficiência de clonagem refere-se à porcentagem de sementes produzidas por meio de apomixia induzida artificialmente que são geneticamente idênticas à planta materna. Ela serve como um indicador-chave para avaliar o sucesso técnico da fixação da heterose e afeta diretamente a pureza das sementes.
Wang disse que os sistemas de arroz híbrido de três e duas linhas, amplamente adotados atualmente, devido à segregação genética na progênie, não conseguem preservar o vigor híbrido nas gerações subsequentes. Como resultado, eles exigem a produção anual de sementes por meio de procedimentos artificiais entre linhas masculinas estéreis e linhas restauradoras.
O objetivo central do sistema de uma linha é permitir que as culturas híbridas produzam sementes clonais por meio da apomixia, fixando assim a heterose e possibilitando "uma hibridização, perpetuada através das gerações". Em teoria, isso significa que uma única semente híbrida poderia ser suficiente para utilização contínua, eliminando a necessidade de replantio anual.
Wang observou que essa descoberta resolve um desafio global há muito reconhecido no melhoramento genético de culturas -- a fixação permanente da heterose no arroz híbrido por meio de sementes. Fim

