Beijing, 27 jul (Xinhua) -- A China planeja construir até 2030 uma rede de vigilância de doenças infecciosas respiratórias para mais de 15 patógenos, como parte dos esforços para promover uma estratégia de prioridade à saúde e fortalecer a capacidade de saúde pública do país.
O país também intensificará a imunização de grupos-chave, incluindo idosos e crianças, melhorará a gestão da saúde em ambientes de alto risco e reforçará a preparação para possíveis surtos de doenças infecciosas respiratórias emergentes, segundo um plano quinquenal divulgado na segunda-feira pela Administração Nacional de Controle e Prevenção de Doenças.
O plano, que abrange o período de 2026 a 2030, visa modernizar o sistema de saúde pública do país e fortalecer sua capacidade de detectar e responder a possíveis surtos de doenças.
Para combater doenças infecciosas transmitidas por insetos, o plano prioriza a gestão ambiental, o controle rotineiro de mosquitos e a prevenção eficaz dos riscos associados a casos importados de dengue e malária.
Para infecções transmitidas pelo sangue e infecções sexualmente transmissíveis, o plano pede o reforço dos testes, da vigilância e do tratamento padronizado para conter novas infecções e fortalecer a barreira de imunização contra as hepatites virais.
No nível institucional, a China acelerará o desenvolvimento de centros nacionais e regionais de saúde pública, ao mesmo tempo que promoverá programas-piloto de consórcios de controle de doenças em cidades, segundo o plano.
O novo documento dá forte ênfase a pessoal e tecnologia. Mais profissionais interdisciplinares serão formados, e serão acelerados os esforços para a transformação digital e a aplicação de tecnologias inteligentes no controle de doenças.
A China também planeja ampliar a vigilância global de informações epidêmicas. Equipes regulares e de reserva de investigação epidemiológica, totalizando aproximadamente 77 mil profissionais, deverão estar estabelecidas até 2030.

