Rio de Janeiro, 29 jul (Xinhua) -- Uma coalizão de organizações ambientais lançou nesta quarta-feira o projeto Restaura Biomas, uma iniciativa que visa recuperar 600 mil hectares de vegetação nativa e promover práticas sustentáveis em outros 1,2 milhão de hectares, contribuindo para o compromisso do país de restaurar 12 milhões de hectares de ecossistemas degradados até 2030.
O projeto foi apresentado durante a 6ª Conferência Brasileira de Restauração Ecológica, realizada em Brasília, e é coordenado pela rede União para a Restauração. A implementação será realizada pelo Instituto de Recursos Mundiais Brasil, Conservation International, The Nature Conservancy Brasil e WWF-Brasil.
Além de restaurar 600 mil hectares de vegetação nativa, a iniciativa visa promover atividades produtivas sustentáveis em 1,2 milhão de hectares, evitar a emissão de 34 milhões de toneladas de dióxido de carbono e beneficiar diretamente cerca de 150 mil pessoas, das quais pelo menos 35% serão mulheres.
O programa busca acelerar o progresso do Brasil rumo à meta assumida em acordos internacionais e delineada na Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, que estabelece a restauração de 12 milhões de hectares até o final desta década. Segundo os organizadores, aproximadamente 3,4 milhões de hectares estão atualmente em processo de restauração no país.
Para alcançar esses objetivos, o projeto planeja fortalecer políticas públicas, ampliar investimentos em restauração ecológica, estruturar cadeias produtivas vinculadas à recuperação ambiental, aprimorar a governança e coordenar iniciativas existentes nos diversos biomas do Brasil.
Os responsáveis pela iniciativa indicaram que as ações serão adaptadas às características de cada bioma, a fim de aumentar a eficácia dos projetos de restauração e gerar benefícios ambientais, climáticos, sociais e econômicos a longo prazo.

