Governo central do Brasil registra déficit primário de US$ 9,5 bilhões em junho-Xinhua

Governo central do Brasil registra déficit primário de US$ 9,5 bilhões em junho

2026-07-31 12:31:00丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 30 jul (Xinhua) -- O governo central do Brasil registrou um déficit primário de 48,2 bilhões de reais (US$ 9,507 bilhões) em junho, em comparação com um déficit de 44,2 bilhões de reais no mesmo mês de 2025, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira.

O resultado, o maior déficit para um mês de junho desde 2023 em termos ajustados pela inflação, elevou o déficit acumulado no primeiro semestre do ano para 92,2 bilhões de reais (18,186 bilhões de dólares), bem acima do déficit de 11,3 bilhões de reais registrado entre janeiro e junho de 2025.

O resultado primário reflete a diferença entre as receitas e as despesas do governo, excluindo os juros da dívida pública, e inclui as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central.

Nos últimos 12 meses, o déficit acumulado atingiu 144,1 bilhões de reais (US$ 28,422 bilhões), equivalente a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em junho, o déficit foi composto por um saldo negativo de 2,45 bilhões de reais (US$ 483 milhões) no Tesouro Nacional, um déficit de 50,47 bilhões de reais (US$ 9,955 bilhões) na Previdência Social e um resultado negativo de 155 milhões de reais (US$ 30,6 milhões) no Banco Central.

A Previdência Social foi, mais uma vez, a principal fonte de pressão sobre as finanças públicas, registrando despesas superiores às receitas.

Apesar do resultado fiscal negativo, a receita líquida do governo federal cresceu 10,3% em termos reais em comparação com junho de 2025, atingindo 195,2 bilhões de reais (US$ 38,501 bilhões).

O aumento da arrecadação tributária foi impulsionado principalmente pela maior receita da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFIN), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Imposto de Importação e pelas receitas provenientes da exploração de recursos naturais, especialmente royalties e da venda de petróleo e gás.

A receita líquida acumulada no ano totalizou 1,255 trilhão de reais (US$ 247,535 bilhões), representando um aumento real de 5,6%.

As despesas totais atingiram 243,4 bilhões de reais (US$ 48,008 bilhões) em junho, um aumento real de 9% em comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionado principalmente por maiores gastos com benefícios previdenciários, saúde, pessoal, seguro-desemprego e subsídios ao diesel.

Entre janeiro e junho, os gastos totais do governo atingiram 1,347 trilhão de reais (US$ 265,68 bilhões), representando um crescimento real de 12,3%, superior ao crescimento da arrecadação tributária.

Os dividendos pagos por empresas estatais ao governo diminuíram para 2,39 bilhões de reais (US$ 471 milhões) em junho, em comparação com 2,75 bilhões de reais no ano passado. No primeiro semestre do ano, essas receitas totalizaram 10,47 bilhões de reais (US$ 2,065 bilhões), em comparação com 24,95 bilhões de reais no mesmo período de 2025.

Enquanto isso, os investimentos federais em obras públicas e aquisição de equipamentos aumentaram 18% em termos reais em junho, atingindo 7,75 bilhões de reais (US$ 1,529 bilhão). No primeiro semestre do ano, esses investimentos totalizaram 49,8 bilhões de reais (US$ 9,822 bilhões), um aumento real de 65,7% em relação ao ano passado.

A meta fiscal do governo brasileiro para 2026 projeta um superávit primário de 34,3 bilhões de reais (US$ 6,765 bilhões), equivalente a 0,25% do PIB.

No entanto, em sua última revisão orçamentária, o governo estimou fechar o ano com um superávit de 10,8 bilhões de reais (US$ 2,13 bilhões) após os ajustes permitidos por lei, enquanto, sem essas deduções, projeta um déficit de 52 bilhões de reais (US$ 10,256 bilhões).

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