Beijing, 6 ago (Xinhua) -- A China incluiu nesta quarta-feira a empresa norte-americana Compliance Testing LLC em sua lista de contramedidas, com vigência a partir de 5 de agosto de 2026, de acordo com um decreto emitido pelo Ministério do Comércio.
A medida foi tomada em resposta às recentes medidas negativas tomadas pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, em inglês) dos EUA contra a China, que infringiram gravemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas.
A Compliance Testing LLC auxiliou e apoiou a FCC na adoção dessas medidas, que colocam em risco a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China.
Com base na Lei Anti-Sanções Estrangeiras da China e seus regulamentos de aplicação, a empresa foi incluída na lista de contramedidas. Organizações e indivíduos no território chinês estão proibidos de realizar quaisquer transações, cooperação ou outras atividades relevantes com a empresa.
Em comunicado, um porta-voz do Ministério do Comércio apontou que a FCC tem repetidamente distorcido o conceito de segurança nacional e imposto múltiplas restrições à China, abrangendo operações de telecomunicações, laboratórios de testes, drones, roteadores de nível consumidor, cabos submarinos e outros setores, desconsiderando a forte oposição da China e os apelos veementes do setor tanto na China quanto nos Estados Unidos.
O porta-voz enfatizou que as contramedidas da China são, em geral, contidas e que o país valoriza a estabilidade conquistada com esforço nas relações comerciais e econômicas bilaterais.
"Esperamos que o lado americano trabalhe na mesma direção que a China", disse o porta-voz, acrescentando que a China exige que os Estados Unidos revoguem imediatamente as medidas relevantes, cessem seus atos ilícitos e retornem ao caminho correto de consultas e cooperação amigáveis para resolver as divergências, a fim de manter conjuntamente uma relação bilateral construtiva de estabilidade estratégica.
Se os EUA insistirem em introduzir novas medidas restritivas contra a China, a China tomará novas contramedidas em resposta, disse o porta-voz.

