Beijing, 6 ago (Xinhua) -- Uma equipe de pesquisa chinesa concluiu um mapa geológico atualizado de toda a Lua em uma escala de 1:5 milhões, disse o Instituto de Geologia da Academia Chinesa de Ciências Geológicas nesta quinta-feira.
O mapa principal, com cerca de 280 cm de comprimento e 120 cm de altura, vem com mapas geológicos complementares das regiões polares da Lua. Ele marca com precisão mais de 13.000 crateras de impacto e 81 bacias de impacto, e delineia 14 tipos de estruturas geológicas e 17 tipos de rochas.
Baseando-se nas últimas descobertas do programa de exploração lunar Chang'e da China e outras pesquisas lunares, o mapa introduz atualizações sistemáticas na escala de tempo geológico lunar, classificação de materiais lunares e apresentação cartográfica de características geológicas.
A equipe revisou a escala de tempo geológico lunar, definindo o início dos períodos Pré-Nectárico (Aitkeniano), Nectárico e Ímbrico em 4,33 bilhões, 4,17 bilhões e 3,92 bilhões de anos atrás, respectivamente. Pela primeira vez no mundo, o mapa fornece uma subdivisão mais fina de unidades estratigráficas representando os estágios posteriores da história geológica da Lua.
O mapa também incorpora dados de maior resolução mostrando a distribuição de minerais-chave na superfície lunar e refinando o sistema de classificação de rochas. Baseando-se nas últimas descobertas das missões Chang'e-4 e Chang'e-6, adiciona gabronorito como um tipo de rocha distinto na bacia do Polo Sul-Aitken (SPA, na sigla em inglês).
Para a escala 1:5 milhões, a equipe definiu diferentes limiares mínimos de mapeamento por categoria de feição, preservando a legibilidade geral sem omitir detalhes geológicos de grande valor científico.
A China divulgou o primeiro mapa geológico da Lua do mundo na escala de 1:2.500.000 em 2022, e publicou o primeiro atlas geológico lunar completo de alta definição do mundo em 2024.
O novo mapa fornece apoio científico para a construção da futura estação de pesquisa lunar da China, a seleção de locais de pouso e a exploração espacial profunda, disse Yang Zhiming, diretor do instituto, acrescentando que isso representa uma nova contribuição chinesa para a exploração da evolução do sistema solar pela humanidade.

