Beijing, 8 ago (Xinhua) -- A capital chinesa Beijing introduziu na sexta-feira um pacote de medidas, incluindo a diminuição das restrições à compra de moradias para famílias não residentes e o aumento dos limites de empréstimos do fundo de previdência habitacional, numa tentativa de estabilizar o mercado imobiliário e atender melhor às necessidades de consumo habitacional dos moradores.
Essas medidas, que entraram em vigor neste sábado, foram anunciadas conjuntamente em uma circular emitida pela Comissão Municipal da Habitação e do Desenvolvimento Urbano-Rural de Beijing, pela Comissão Municipal de Planejamento e Recursos Naturais de Beijing e pelo Centro de Gestão do Fundo de Habitação de Beijing.
Com as novas políticas, o período exigido para registros de pagamento do seguro social ou do imposto de renda individual em Beijing para famílias não locais comprarem casas dentro do quinto anel viário é reduzido de dois anos para um ano, o mesmo que o requisito atual para moradias fora do quinto anel viário.
A cidade também elevou o limite do fundo de previdência habitacional para casais que contribuem para o fundo.
O valor máximo do empréstimo dobrará para 2,4 milhões de yuans (US$ 350 mil) para compras de primeira moradia e 2 milhões de yuans para compras de segunda, segundo a circular.
Compradores elegíveis podem receber um aumento adicional de até 1 milhão de yuans. Esses limites mais elevados, que somam 3,4 milhões e 3 milhões de yuans, respectivamente, se aplicam a famílias que possuem registro de moradia nos seis distritos urbanos centrais de Beijing, mas compram casas em áreas suburbanas, têm dois ou mais filhos e compram casas certificadas como verdes.
As novas medidas também permitem que famílias locais que contribuem para o fundo de previdência habitacional solicitem outro empréstimo do fundo de previdência ao adquirir uma nova moradia, desde que não possuam uma casa existente ou possuam apenas uma casa e tenham pago integralmente seus empréstimos anteriores do fundo de previdência.

